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  • SP–Arte 2026 — Curadoria de mobiliário moderno brasileiro (estande DS-10)

    Entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, a SP-Arte 2026 retorna ao Pavilhão da Bienal, reunindo galerias, designers e colecionadores em um dos principais encontros dedicados à arte e ao design na América Latina. A Galeria Lora Ronco apresenta, nesta edição, uma curadoria de mobiliário moderno brasileiro no estande DS–10, localizado no térreo , estruturada a partir de critérios de relevância histórica, integridade formal e qualidade construtiva. A seleção reúne peças de Geraldo de Barros, Jean Gillon, Giuseppe Scapinelli, Zanine Caldas, Sérgio Rodrigues, Carlo Hauner e Percival Lafer, além de tapeçaria de Madeleine Colaço. A curadoria busca evidenciar diferentes vertentes do design moderno entre as décadas de 1950 e 1970, destacando tanto a experimentação formal quanto o domínio técnico dos materiais — da madeira maciça às soluções estruturais e superfícies têxteis. Mais do que uma apresentação de peças, o estande propõe uma leitura do mobiliário como extensão da arquitetura e da cultura material brasileira do século XX, estabelecendo relações entre desenho, uso e permanência. Após o período da feira, podemos disponibilizar o material curatorial detalhado para os interessados, além de atendimento dedicado em nosso novo Showroom no Conjunto Nacional em São Paulo, a partir de Maio/26, para clientes, arquitetos e colecionadores interessados em aprofundar a leitura das obras apresentadas. A Galeria Lora Ronco, associada à BMDG  tem o privilégio de apresentar, na SP-Arte 2026 , um panorama singular do mobiliário moderno brasileiro, vintage e colecionável. Sérgio Rodrigues  — figura central do design brasileiro, com obras que consolidam uma linguagem própria baseada em conforto, proporção e identidade nacional. Geraldo de Barros : Artista multifacetado, suas criações são mais que móveis, são verdadeiras obras de arte que mesclam fotografia, pintura e design. Percival Lafer : Famoso por suas poltronas e sofás de couro, Lafer revolucionou o design com peças que unem estética e conforto em uma visão industrial contemporânea. Giuseppe Scapinelli  — representante do modernismo ítalo-brasileiro, com peças que combinam rigor construtivo e desenho expressivo em madeira maciça. Zanine Caldas  — arquiteto e designer que valoriza o uso direto da madeira e processos construtivos que evidenciam matéria e estrutura. Carlo Hauner  — designer que, em parceria com a indústria, desenvolveu soluções modernas com forte apelo formal e produção seriada qualificada. Jean Gillon  — designer conhecido pela exploração de soluções construtivas em madeira e pela integração entre estrutura e forma orgânica. Madeleine Colaço  — artista têxtil cuja obra incorpora referências culturais e narrativas visuais em composições de grande força gráfica. A SP-Arte 2026  será uma excelente oportunidade para admirar a beleza e a singularidade do mobiliário moderno brasileiro. Estamos ansiosos para recebê-lo em nosso estande DS-10, no Térreo  e compartilhar essa experiência com você! Realização: Lora Ronco; Curadoria: Alexandre Marciano; Ambientação: Alexandre Marciano e Camila Lara (Sépia Arquitetura) Data: 08 a 12 de abril de 2026 Localização: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, portão 3 Horários: 08 de abril: Convidados 09 e 10 de abril: 12h às 20h 11 de abril: 11h às 20h 12 de abril: 12h às 19h   Ingressos: https://bilheteria.sp-arte.com/ Breve contexto histórico O mobiliário moderno brasileiro, desenvolvido sobretudo entre as décadas de 1950 e 1970, nasce de uma relação direta entre arquitetura, arte e produção industrial. Nesse período, o país consolida uma linguagem própria, impulsionada por arquitetos e artistas que buscavam integrar forma, função e espaço. A produção desse momento reflete tanto o avanço técnico quanto a assimilação de movimentos artísticos como o Concretismo e o Neoconcretismo, resultando em peças que operam simultaneamente como objetos de uso e construções formais rigorosas. A escolha de materiais — como madeira maciça, couro e aço — aliada a técnicas construtivas precisas, contribui para a longevidade dessas peças, que permanecem atuais tanto pela qualidade quanto pela clareza de seu desenho. Mais do que testemunhos de uma época, esses móveis seguem como referências fundamentais na história do design, reafirmando a permanência como um de seus principais valores. A longevidade do mobiliário moderno é uma das características que os tornam tão apreciados - o presente de uma época em que "tudo era feito para durar !" Escrivaninha, mesa com gavetas de Geraldo de Barros para a Unilabor. Materiais de Qualidade: Os designers de móveis modernos selecionavam materiais de alta qualidade, como madeira maciça, aço inoxidável, couro genuíno e tecidos resistentes. Esses materiais são escolhidos não apenas por sua aparência, mas também por sua resistência ao desgaste e a deterioração ao longo do tempo. Design Funcional e Simplicidade: O design moderno prioriza a funcionalidade e a simplicidade. As peças são projetadas para serem práticas e atender às necessidades do usuário. A ausência de ornamentos excessivos e detalhes desnecessários contribui para a durabilidade. Menos partes móveis significam menos desgaste ao longo dos anos. Técnicas de Fabricação Avançadas: Os fabricantes de móveis modernos utilizavam técnicas que possibilitavam encaixes precisos, colagem de alta qualidade e acabamentos resistentes. Essas técnicas garantem que as peças sejam montadas de forma sólida e resistente, evitando folgas ou desgaste prematuro. Poltrona Franco com encosto de cabeça, design de Sérgio Rodrigues para a OCA, década 1960 Design Intemporal: Peças icônicas criadas por designers renomados continuam a ser relevantes e desejadas décadas após sua criação. A atemporalidade significa que esses móveis não se tornam obsoletos rapidamente, o que contribui para sua durabilidade. Manutenção Adequada: A manutenção regular é essencial para a durabilidade dos móveis modernos. Isso inclui limpeza adequada, lustração e cuidados específicos para cada tipo de material. Evitar exposição excessiva à luz solar direta ou umidade prolongada ajuda a preservar a integridade das peças. Herança Cultural e Valor Artístico: Muitos móveis modernos têm uma conexão com a história e a cultura de uma época específica. Eles são apreciados como arte funcional. O valor artístico e a autenticidade dessas peças incentivam os proprietários a cuidar delas e mantê-las em boas condições. Portanto, ao visitar a Galeria Lora Ronco na SP-ARTE 2026 , você terá a oportunidade de apreciar não apenas o mobiliário, mas também a rica interação entre arte, design e arquitetura que moldou o cenário brasileiro naquela época fascinante. Junte-se a nós na SP-ARTE 2026 !

  • Lora Ronco Galeria inaugura novo espaço no Conjunto Nacional em São Paulo

    O novo showroom da Lora Ronco será no ícone do arquitetura moderna paulistana, o Conjunto Nacional, e será dedicado à preservação e apresentação do mobiliário moderno colecionável como obra de arte. Planta Original do Conjunto Nacional - vista lateral da Rua Padre João Manuel. Fonte: Acervo FAU-USP Arquitetura modernista nas rampas de acesso da Bienal e do Conjunto Nacional Após a SP-Arte 2026, que ocorrerá entre os dias 8 e 12 de abril, no pavilhão da Bienal no Ibirapuera, a Lora Ronco Galeria  inaugura oficialmente seu novo espaço no Conjunto Nacional , na Avenida Paulista, reafirmando a presença do design moderno brasileiro em seu território histórico de origem e consolidando um projeto dedicado à preservação, à curadoria e à ambientação qualificada do mobiliário vintage . Instalada no 11º andar da torre Horsa II , no edifício tombado que integra um dos marcos do modernismo paulistano, a galeria apresenta um acervo voltado ao design moderno brasileiro das décadas de 1950, 1960 e 1970 , com foco em peças vintage autênticas selecionadas por sua relevância histórica, qualidade construtiva e valor cultural. A abertura da Lora Ronco Galeria no Conjunto Nacional  marca a fundação de um espaço pensado para permanência. Mais do que um novo endereço, o projeto estabelece uma base sólida para o design moderno brasileiro, em diálogo direto com a arquitetura, o tempo e a construção cuidadosa do ambiente. Instalada em um edifício histórico e tratada de forma definitiva, a galeria assume o compromisso de preservar, valorizar e apresentar mobiliário de época com rigor histórico e responsabilidade curatorial . Cada decisão — do layout à infraestrutura — foi pensada para respeitar a arquitetura original do imóvel e criar um espaço duradouro, preparado para receber o acervo e seus visitantes com clareza, conforto e precisão. O projeto de arquitetura e interiores, assinado por Camila Lara (Sépia Arquitetura) , estabelece soluções permanentes para o uso contemporâneo do espaço. A arquitetura atua como suporte silencioso para a experiência, permitindo que o mobiliário e demais obras de arte se tornem protagonistas. Vista lateral do Conjunto Nacional estilizada como uma peça de mobiliário moderno - criação: Alexandre Marciano A experiência do visitante foi desenhada como uma jornada clara e organizada: O acesso ao espaço é simples e direto: ao chegar ao Conjunto Nacional, o visitante encontra um edifício com infraestrutura clara, estacionamento integrado e acesso organizado. Localizado no 11º andar na torre Horsa II ,, o showroom oferece um ambiente tranquilo e seguro, acessível após uma breve identificação na recepção.. O espaço cria uma atmosfera propícia para a observação do design em escala e proporções adequadas e permite que o visitante percorra o espaço com calma e permaneça no ambiente pelo tempo necessário para apreciar cada peça. O acesso a torre, inaugurada em 1962, integra arquitetura e tempo histórico, culminando em uma vista privilegiada da cidade que amplia a experiência cultural e sensorial da visita. "Este novo espaço da Lora Ronco foi pensado para o longo prazo e como sendo um lugar dedicado ao design e arte modernista , propiciando o diálogo contínuo com arquitetos, designers de interiores, colecionadores, pesquisadores e instituições culturais", afirma Alexandre Marciano, sócio da galeria. A data de abertura oficial será divulgada em breve. A inauguração será seguida de um período inicial de visitas exclusivas mediante agendamento, antes da abertura regular da galeria ao público. Endereço: Conjunto Nacional — Torre Horsa II, 11º andar Av. Paulista, 2073 — São Paulo Estacionamento Rua Padre João Manuel, 100 Contato : (11) 99122-7578 Para mais novidades e acesso exclusivo, se inscreva na nossa página: www.loraroncogaleria.com.br

  • MASP inaugura novo edifício e apresenta exposições inéditas

    O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) se prepara para um momento marcante em sua história: a inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi , prevista para 28 de março de 2025. O novo prédio, situado ao lado da icônica estrutura projetada por Lina Bo Bardi na Avenida Paulista , ampliará a área do museu em mais de 60%. Com 14 andares, a construção assinada pelo escritório METRO Arquitetos Associados integra-se ao edifício original, combinando modernidade e funcionalidade. O espaço contará com galerias expositivas, salas multiuso, restaurante, café, bilheteria, loja, laboratório de conservação e um novo espaço de acolhimento para os visitantes. Outro destaque é a passagem subterrânea de 40 metros quadrados, prevista para o segundo semestre de 2025, que ligará os dois edifícios, facilitando a circulação do público e das obras de arte. Fachada do prédio Pietro Maria Bardi. O novo edifício será interligado com os outros blocos (Foto: METRO Arquitetos Associados / Divulgação ) Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta modernista reconhecida com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, pelo conjunto de sua obra, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20. “O MASP em Expansão significa a maior operação de filantropia brasileira com apoio de famílias, sem incentivos fiscais ou quaisquer estímulos governamentais. Este movimento transformará o MASP no maestro das instituições culturais da Avenida Paulista, consolidando este importante corredor cultural brasileiro”, salienta Ronaldo Cezar Coelho, presidente do comitê MASP em expansão. (fonte: site do Masp) Exposições inéditas celebram a nova fase Para marcar a inauguração, o MASP lança o ciclo "Cinco Ensaios sobre o MASP" , um conjunto de exposições que exploram diferentes perspectivas sobre o acervo e a trajetória do museu. As mostras serão distribuídas pelos andares do novo prédio e propõem diálogos entre o passado e o presente. Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado (2º andar) A videoinstalação do artista britânico Isaac Julien homenageia Lina Bo Bardi, trazendo sua visão sobre arte, arquitetura e o impacto social da cultura. A obra conta com a participação das atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que interpretam trechos dos escritos da arquiteta. Artes da África (3º andar) Mais de 40 peças da arte africana, incluindo estatuetas, máscaras, tambores e objetos do cotidiano, serão exibidas, destacando a riqueza cultural de regiões da África Ocidental, com foco em obras do século XX. Geometrias (4º andar) A exposição reúne mais de 50 obras que exploram a linguagem geométrica, abrangendo desde os movimentos construtivistas, como Lygia Clark, Alfredo Volpi e Judith Lauand, até interpretações contemporâneas em diferentes materiais e técnicas. Renoir (5º andar) O MASP apresenta todas as obras de Pierre-Auguste Renoir do seu acervo, incluindo 12 pinturas e uma escultura, proporcionando um panorama da trajetória do renomado pintor impressionista. Histórias do MASP (6º andar) A mostra revisita os mais de 70 anos de história do museu, destacando momentos fundamentais e sua contribuição para o modelo de museu moderno e acessível. Novo Vão Livre e a obra interativa de Iván Argote A requalificação do Vão Livre do MASP inclui melhorias no mobiliário urbano, segurança, iluminação e a instalação de Wi-Fi gratuito. A partir de 10 de abril, o espaço receberá a instalação interativa "O Outro, Eu e os Outros", do artista colombiano Iván Argote. A obra traz gangorras gigantes que reagem aos movimentos dos visitantes, explorando a interação coletiva e o equilíbrio. O projeto do escritório METRO Arquitetos Associados com coautoria de Júlio Neves terá uma fachada dupla, a fim de proteger o edifício da radiação solar e sombrear as janelas (Foto: METRO Arquitetos Associados / Divulgação) Uma nova identidade visual para um novo momento Além das exposições e do novo edifício, o MASP apresenta uma nova identidade visual, reforçando seu compromisso com a inovação sem perder sua essência histórica. Outra novidade é a expansão do MASP Escola, que agora terá salas de aula próprias, ampliando seu impacto educacional. Como visitar o novo MASP Inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi: 28 de março de 2025, das 10h às 20h30 Endereço: MASP – Av. Paulista, 1510 – Bela Vista, São Paulo, SP Horários de funcionamento: Terça-feira: entrada gratuita, das 10h às 20h (última entrada às 19h) Quarta e quinta-feira: das 10h às 18h (última entrada às 17h) Sexta-feira: das 10h às 21h, com entrada gratuita das 18h às 20h30 Sábado e domingo: das 10h às 18h (última entrada às 17h) Fechado às segundas-feiras Ingressos: R$ 75 (inteira) / R$ 37 (meia-entrada) Agendamento obrigatório pelo site: masp.org.br/ingressos Metro Arquitetos. Foto: Leonardo Finotti Se você é apaixonado por cultura, essa é uma oportunidade imperdível para conhecer o novo MASP e vivenciar essa transformação de perto!

  • Investir em mobiliário de design brasileiro

    O mobiliário moderno brasileiro dos anos 50, 60 e 70 é conhecido pela sua originalidade e elegância. Com a utilização de madeiras brasileiras, os designers criaram peças únicas que se tornaram ícones do design mundial. Nomes como Jorge Zalszupin, Geraldo de Barros, Jean Gillon, Giuseppe Scapinelli, Martin Eisler, Percival Lafer, Sergio Rodrigues, Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro e Lina Bo Bardi são alguns dos exemplos mais conhecidos do mobiliário moderno brasileiro. Cada designer trouxe uma perspectiva única para o mobiliário moderno brasileiro: Jorge Zalszupin, por exemplo, é conhecido por seu uso do "taqueado de jacarandá" e formas geométricas, como pode ser visto nas estantes "componíveis" e na mesa "pétala". Já Geraldo de Barros, que também foi um fotógrafo e artista, utilizou técnicas combinando metal, madeira e fórmica, como se vê em suas poltronas, estantes, aparadores e escrivaninhas. Jean Gillon, por sua vez, é reconhecido por sua habilidade em combinar a cultura tradicional puramente brasileira com a madeira nobre em peças belíssimas que foram batizadas com nomes de regiões e da cultura brasileira, como as poltronas "jangada", "saci", "amazonas", dentre outras. Giuseppe Scapinelli, um imigrante italiano que veio para o Brasil na década de 40, criou peças de design único com a utilização de madeiras nobres como o jacarandá e a caviúna, produzindo muito sob encomenda e algumas poucas peças em série. Martin Eisler, um imigrante austríaco, criou peças com influência escandinava, como a icônica poltrona "Costela". Percival Lafer, por sua vez, é reconhecido por suas peças de design confortável, feitas industrialmente desde o princípio, e bastante exportadas, como sua poltrona "MP-91" Sergio Rodrigues, um dos designers mais conhecidos do mobiliário moderno brasileiro, é famoso por sua utilização de madeiras brasileiras em suas peças. Sua poltrona "Mole" é uma das mais icônicas do mobiliário brasileiro, enquanto sua poltrona "Diz" e seu banco "Mocho" são outras peças que se tornaram símbolos do design brasileiro. Zanine Caldas, também um arquiteto, é reconhecido por suas peças de design rústico e orgânico, com aproveitamento de madeira e também no recorte orgânico do compensado naval. Joaquim Tenreiro, um dos pioneiros do mobiliário moderno brasileiro, é conhecido por suas peças elegantes e minimalistas, como sua icônica cadeira "Curva". Lina Bo Bardi, que além de designer foi também arquiteta, criou peças que misturam elementos modernos e tradicionais, como sua cadeira "Girafa". As peças originais assinadas por esses designers são altamente valorizadas no mercado, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Alguns leilões internacionais especializados em design chegam a atingir valores altíssimos, como foi o caso do leilão de uma coleção de peças de Sergio Rodrigues que arrecadou mais de 5 milhões de reais em 2020. Uma das características mais marcantes do mobiliário moderno brasileiro é o uso de madeiras brasileiras nobres e raras. Os designers valorizavam a beleza natural da madeira e trabalhavam com diferentes tipos, como jacarandá, caviúna, jatobá, peroba, pau-ferro, imbuia e muitos outros. Eles também exploravam novas técnicas de produção, criando peças originais e inovadoras, usando materiais inovadores para a época como o compensado e o aglomerado. Algumas das peças mais famosas do mobiliário moderno brasileiro incluem a poltrona Mole, criada por Sergio Rodrigues em 1957, a poltrona Dinamarquesa, de Jorge Zalszupin, e a cadeira Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha. Essas peças se tornaram símbolos do design brasileiro e são altamente valorizadas por colecionadores e entusiastas do design. Apesar do alto valor dessas peças, investir em mobiliário moderno brasileiro original pode ser um bom negócio. Essas peças são raras e únicas, o que aumenta seu valor com o passar do tempo. Além disso, muitos desses designers são reconhecidos internacionalmente, o que aumenta a procura por suas peças. No entanto, é importante ter em mente que a autenticidade das peças é essencial para seu valor de mercado. Muitas vezes, réplicas e imitações são vendidas como originais, o que pode ser prejudicial para quem está investindo em uma coleção de mobiliário moderno brasileiro. Ao investir em peças originais, é possível ter em casa um pedaço da história do design brasileiro e valorizar a cultura e a criatividade do país. Além disso, o mobiliário moderno brasileiro é uma forma de ter um ambiente com personalidade e estilo, tornando a decoração de casa ainda mais interessante. Em resumo, o mobiliário moderno brasileiro é um patrimônio nacional do design, que representa a criatividade, a diversidade e a beleza natural do país. Com designers renomados e peças icônicas, é um investimento valioso para colecionadores e entusiastas do design, além de trazer personalidade e estilo para a decoração de casa.

  • Mobiliário Moderno Brasileiro na SP-ARTE 2025 (DS-51)

    A Galeria Lora Ronco  tem o privilégio de apresentar, na SP-Arte 2025 , um panorama singular do mobiliário moderno brasileiro. Em nosso estande DS-51 , trazemos uma seleção de peças icônicas, assinadas por grandes mestres do design, que traduzem a rica herança criativa do Brasil nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Para nós, o mobiliário vai além da função; é uma expressão profunda de arte e cultura. Cada peça de nossa curadoria é cuidadosamente escolhida para representar o que há de melhor no design brasileiro, com um olhar atento para a autenticidade, a inovação e a história de seus criadores. Cada móvel é uma narrativa visual, uma fusão de forma, estilo e funcionalidade. Sérgio Rodrigues : Considerado um ícone do design moderno, suas peças de madeira maciça e formas orgânicas são atemporais e carregam em si a essência do Brasil. Geraldo de Barros : Artista multifacetado, suas criações são mais que móveis, são verdadeiras obras de arte que mesclam fotografia, pintura e design. Percival Lafer : Famoso por suas poltronas e sofás de couro, Lafer revolucionou o design com peças que unem estética e conforto em uma visão industrial contemporânea. Jorge Zalszupin : renomado arquiteto e designer brasileiro, cujas peças, hoje raras, continuam a encantar e a inspirar todo o design de interiores. Nossa exposição também contará com obras de outros importantes designers que marcaram a história do mobiliário moderno brasileiro, como: Ernesto Hauner , Jorge Jabour Mauad , para Móveis Cantu e Celina Decorações. Para completar, nossa curadoria incluirá tapeçarias excepcionais de Kennedy Bahia , feitas na década de 70, que capturam a essência da arte têxtil brasileira, com cores vibrantes e texturas ricas, oferecendo uma imersão na estética única daquela época. A SP-Arte 2025  será uma excelente oportunidade para admirar a beleza e a singularidade do mobiliário moderno brasileiro. Estamos ansiosos para recebê-lo em nosso estande DS-51  e compartilhar essa experiência única com você! Realização: Lora Ronco; Curadoria: Alexandre Marciano; Ambientação e design: Sépia Arquitetura - Camila Lara e Letícia Fontanelli Data: 02 a 06 de abril de 2025 Localização: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, portão 3 Horários: 02 de abril: Convidados 03 e 04 de abril: 12h às 20h 05 de abril: 11h às 20h 06 de abril: 11h às 19h   Ingressos: https://bilheteria.sp-arte.com/ Breve contexto histórico O mobiliário moderno brasileiro, que floresceu nas décadas de 1950 a 1970, reflete a intensa relação entre design, arquitetura e arte moderna. Durante esse período, o Brasil se tornou um centro de inovação, com arquitetos como Oscar Niemeyer , Lina Bo Bardi , Rino Levi  e Lúcio Costa  projetando edifícios icônicos que refletiam os princípios da modernidade. A busca pela integração do interior e do exterior levou à criação de móveis que se fundiam perfeitamente aos ambientes arquitetônicos, muitas vezes projetados em colaboração com os próprios arquitetos. A cidade de Brasília, com suas linhas arrojadas e formas inovadoras, foi uma grande inspiração para a produção de móveis que buscavam não apenas funcionalidade, mas também uma linguagem estética única. O design de móveis dessa época também foi influenciado pelos movimentos artísticos, como o Concretismo  e o Neoconcretismo , que prezavam pela simplicidade e pela geometria. As peças criadas eram, em sua essência, pequenas obras de arte, com formas limpas e cores ousadas.   A Influência Duradoura do Mobiliário Moderno Brasileiro A qualidade dos materiais utilizados — como madeira maciça, couro genuíno e aço inoxidável — conferiu aos móveis uma durabilidade rara. Além disso, a funcionalidade e a simplicidade das peças, muitas vezes com encaixes e acabamentos precisos, fazem com que elas se mantenham atemporais. Essas peças não são apenas móveis, mas símbolos de uma época em que design, arte e arquitetura convergiram de maneira única. Elas permanecem até hoje como ícones do design mundial, e sua longevidade é uma prova de sua qualidade e relevância. Na Galeria Lora Ronco , acreditamos que essas peças não só representam uma época, mas continuam a inspirar designers e apreciadores de arte ao redor do mundo. Venha conhecer essa herança e celebrar conosco na SP-Arte 2025 !. A longevidade do mobiliário moderno é uma das características que os tornam tão apreciados - o presente de uma época em que "tudo era feito para durar !" Materiais de Qualidade: Os designers de móveis modernos selecionavam materiais de alta qualidade, como madeira maciça, aço inoxidável, couro genuíno e tecidos resistentes. Esses materiais são escolhidos não apenas por sua aparência, mas também por sua resistência ao desgaste e a deterioração ao longo do tempo. Design Funcional e Simplicidade: O design moderno prioriza a funcionalidade e a simplicidade. As peças são projetadas para serem práticas e atender às necessidades do usuário. A ausência de ornamentos excessivos e detalhes desnecessários contribui para a durabilidade. Menos partes móveis significam menos desgaste ao longo dos anos. Técnicas de Fabricação Avançadas: Os fabricantes de móveis modernos utilizavam técnicas que possibilitavam encaixes precisos, colagem de alta qualidade e acabamentos resistentes. Essas técnicas garantem que as peças sejam montadas de forma sólida e resistente, evitando folgas ou desgaste prematuro. Design Intemporal: Peças icônicas criadas por designers renomados continuam a ser relevantes e desejadas décadas após sua criação. A atemporalidade significa que esses móveis não se tornam obsoletos rapidamente, o que contribui para sua durabilidade. Manutenção Adequada: A manutenção regular é essencial para a durabilidade dos móveis modernos. Isso inclui limpeza adequada, lustração e cuidados específicos para cada tipo de material. Evitar exposição excessiva à luz solar direta ou umidade prolongada ajuda a preservar a integridade das peças. Herança Cultural e Valor Artístico: Muitos móveis modernos têm uma conexão com a história e a cultura de uma época específica. Eles são apreciados como arte funcional. O valor artístico e a autenticidade dessas peças incentivam os proprietários a cuidar delas e mantê-las em boas condições. Portanto, ao visitar a Galeria Lora Ronco na SP-ARTE 2025 , você terá a oportunidade de apreciar não apenas o mobiliário, mas também a rica interação entre arte, design e arquitetura que moldou o cenário brasileiro naquela época fascinante. Junte-se a nós na SP-ARTE 2025 !

  • SP Arte 2022

    SP–Arte 2022, 18ª edição de 06 a 10 de abril, no Pavilhão da Bienal em São Paulo

  • Bar riviera, de 1949, é reinaugurado em são paulo.

    Na esquina da Consolação com a Paulista, em São Paulo, em um prédio todo modernista, o Riviera teve seus momentos áureos nas décadas de 60 e 70, sendo um dos principais pontos de encontro dos jovens e também de artistas na cidade.

  • Lora Ronco Galeria na SP-ARTE 2024

    Com grande entusiasmo, apresentamos a Lora Ronco , que fará sua estreia na 20ª edição da SP-ARTE , a maior exposição de arte da América do Sul. Nossa galeria tem o privilégio de trazer à luz o autêntico mobiliário moderno brasileiro, com peças de design assinadas e originais que refletem a rica herança criativa do nosso país. Acreditamos que o mobiliário é mais do que simplesmente funcional; é uma expressão de arte e cultura. Nossas peças são cuidadosamente selecionadas para representar o melhor do design brasileiro, com um foco especial nas décadas de 50, 60 e 70. Cada item conta uma história, carregando consigo a visão e a paixão de seus criadores. Convidamos você a explorar nosso estande no evento, localizado no espaço DS-46 . Lá, você encontrará criações de alguns dos nomes mais icônicos do design brasileiro: Sérgio Rodrigues: Reconhecido por suas peças de madeira maciça e linhas orgânicas, Rodrigues é uma lenda do design moderno. Jorge Zalszupin: Suas criações elegantes e minimalistas combinam funcionalidade com sofisticação. Jean Gillon: Com influências escandinavas, criou móveis atemporais e confortáveis. Geraldo de Barros: Fotógrafo, pintor e designer, suas peças são verdadeiras obras de arte. Percival Lafer: é conhecido por suas poltronas e sofás de couro, em uma visão já industrial, que unem estilo e conforto. Martin Eisler e Carlo Hauner: A dupla criativa por trás da icônica marca Forma produziu móveis inovadores e versáteis. Atualmente muito raros.   Convidamos todos os amantes da arte e do design a visitarem nosso espaço na SP-ARTE. Venha apreciar a beleza e a autenticidade do mobiliário moderno brasileiro. Estamos ansiosos para compartilhar essa experiência com você! Data: 03 a 07 de abril de 2024 Localização: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, portão 3 Horários: 03 de abril: Convidados 04 e 05 de abril: Das 13h às 20h 06 e 07 de abril: Das 11h às 19h   Ingressos: https://bilheteria.sp-arte.com/ Breve contexto histórico Na época do mobiliário moderno brasileiro, que abrange principalmente as décadas de 1950, 60 e 70, houve uma estreita relação entre o design de móveis, a arte moderna e a arquitetura. Vamos explorar essa conexão:   Arquitetura Moderna e o Espaço Habitacional: A arquitetura moderna estava em ascensão no Brasil durante esse período. Arquitetos como Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Rino Levi e Lucio Costa estavam projetando edifícios icônicos que refletiam os princípios do movimento moderno. Esses arquitetos buscavam uma integração harmoniosa entre o espaço interior e exterior. Eles projetavam casas, prédios públicos e espaços culturais com uma abordagem funcional e minimalista. Brasilia foi uma grande alavanca para a produção do mobiliário moderno e este era uma extensão natural da visão arquitetônica. Muitas vezes, os designers de móveis colaboravam com arquitetos para criar peças que se encaixassem perfeitamente nos espaços projetados.   Design de Móveis e Arte Moderna: O mobiliário moderno brasileiro foi influenciado pelas vanguardas artísticas da época, como o Concretismo e o Neoconcretismo. Esses movimentos valorizavam a simplicidade, a geometria e a funcionalidade. Os designers de móveis buscavam criar peças que fossem verdadeiras obras de arte em si mesmas. Eles exploravam novos materiais, como a madeira compensada, o aço e o couro para produzir móveis inovadores. A arte moderna também inspirou o uso de cores ousadas e padrões abstratos nos móveis. As formas limpas e as linhas elegantes eram características comuns tanto na arte quanto no design.   Integração entre Móveis e Espaços Arquitetônicos: Os móveis modernos eram projetados com atenção à escala, proporção e funcionalidade. Eles se tornaram parte integrante dos espaços arquitetônicos. As casas modernas frequentemente apresentavam móveis embutidos, como estantes, bancadas e armários, que se fundiam perfeitamente com a estrutura do edifício. A escolha cuidadosa de móveis também influenciava a experiência do usuário dentro desses espaços. A disposição das peças, a iluminação e a circulação eram considerações importantes.   Legado Duradouro: O mobiliário moderno brasileiro deixou um legado duradouro. Muitas das peças criadas por designers como Sérgio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Percival Lafer continuam sendo ícones do design até hoje. A relação entre mobiliário, arte e arquitetura moderna continua a inspirar designers e arquitetos contemporâneos, demonstrando como esses campos estão intrinsecamente conectados. A longevidade do mobiliário moderno é uma das características que os tornam tão apreciados, numa época em que "eram feitos para durar !" Materiais de Qualidade: Os designers de móveis modernos selecionavam materiais de alta qualidade, como madeira maciça, aço inoxidável, couro genuíno e tecidos resistentes. Esses materiais são escolhidos não apenas por sua aparência, mas também por sua resistência ao desgaste e a deterioração ao longo do tempo. Design Funcional e Simplicidade: O design moderno prioriza a funcionalidade e a simplicidade. As peças são projetadas para serem práticas e atender às necessidades do usuário. A ausência de ornamentos excessivos e detalhes desnecessários contribui para a durabilidade. Menos partes móveis significam menos desgaste ao longo dos anos. Técnicas de Fabricação Avançadas: Os fabricantes de móveis modernos utilizavam técnicas que possibilitavam encaixes precisos, colagem de alta qualidade e acabamentos resistentes. Essas técnicas garantem que as peças sejam montadas de forma sólida e resistente, evitando folgas ou desgaste prematuro. Design Intemporal: Peças icônicas criadas por designers renomados continuam a ser relevantes e desejadas décadas após sua criação. A atemporalidade significa que esses móveis não se tornam obsoletos rapidamente, o que contribui para sua durabilidade. Manutenção Adequada: A manutenção regular é essencial para a durabilidade dos móveis modernos. Isso inclui limpeza adequada, lustração e cuidados específicos para cada tipo de material. Evitar exposição excessiva à luz solar direta ou umidade prolongada ajuda a preservar a integridade das peças. Herança Cultural e Valor Artístico: Muitos móveis modernos têm uma conexão com a história e a cultura de uma época específica. Eles são apreciados como arte funcional. O valor artístico e a autenticidade dessas peças incentivam os proprietários a cuidar delas e mantê-las em boas condições. Portanto, ao visitar a Galeria Lora Ronco na SP-ARTE 2024 , você terá a oportunidade de apreciar não apenas o mobiliário, mas também a rica interação entre arte, design e arquitetura que moldou o cenário brasileiro naquela época fascinante. Junte-se a nós na SP-ARTE 2024 !

  • MOSTRA “JULIO KATINSKY DESIGNER” - GALERIA TEO

    Com o objetivo de valorizar o patrimônio cultural e o legado do design moderno brasileiro, a Galeria Teo apresenta a exposição “ Julio Katinsky Designer ”, com curadoria assinada por Ethel Leon , a partir desta quinta-feira (10.11) a 28 de janeiro de 2023. Com expografia realizada pelo arquiteto e designer gráfico Claudio Novaes , serão apresentados móveis desenhados em 1959 e 1960 para a L’Atelier, além de itens mais recentes que serão lançados pela Fahrer Design. Julio Roberto Katinsky nasceu na cidade de Salto, em São Paulo, e formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), em 1957. Em 1973, concluiu o doutorado na área, na mesma universidade. A partir dos anos 1960, trabalhou intensamente como arquiteto, diminuindo o ritmo em 1980, e voltando a produzir, a partir de 1990. Desde o início da década de 1960, trabalhou também como professor da FAU. Nos primeiros anos, foi docente auxiliar, até se tornar professor-doutor. Aposentou-se em 2002, porém continua prestando serviços à instituição, desenvolvendo pesquisas e ministrando aulas na pós-graduação. Katinsky tornou-se conhecido por projetar edifícios de escolas públicas e pelas pesquisas na área de arquitetura escolar. Para ele, o grande desafio no Brasil sempre foi projetar escolas capazes de fazer com que os alunos se sentissem tão bem quanto em casa. “ Ao lado de nomes como Lucio Costa, João Batista Vilanova Artigas, Oscar Niemeyer e Rino Levi, Katinsky pertence a uma geração de arquitetos preocupados em participar do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro e que mudou a história da arquitetura e do desenho de mobiliário no país.

  • evolução do mobiliário: 1950 a 1975 Mobiliário moderno Brasileiro, os móveis de Design Assinados

    O mobiliário é mais do que simplesmente objetos funcionais; ele é um reflexo das mudanças culturais, sociais e econômicas de uma época. No Brasil, a evolução do mobiliário ao longo dos anos é marcada por uma rica história, com períodos distintos que refletem as influências de diferentes estilos e movimentos. Um período de destaque é a metade do século XX, entre 1950 e 1975, quando o país passou por transformações significativas, refletidas não apenas na sociedade, mas também na arquitetura e no design. É deste período a maior produção do Mobiliário moderno Brasileiro, os móveis de Design Assinado Contexto histórico e arquitetônico: MASP - Lina Bo Bardi O período entre 1950 e 1975 foi marcado por mudanças sociais e políticas no Brasil. Um evento de destaque foi a inauguração de Brasília, a nova capital, em 1960. Esse evento não apenas simbolizou a modernização do país, mas também influenciou a arquitetura e o design de interiores. Le Corbusier é um arquiteto que inspirou em todo o mundo a Arquitetura Moderna. Até hoje, seus cinco princípios são levados em consideração por muitos estudiosos e praticantes do movimento. São eles: Fachadas sem divisórias e abertas a público, deixando o espaço mais democrático; Ambientes integrados que interagem entre si; Terraço-jardim; Iluminação ampla com janelas que cobrem toda ou parcialmente a fachada; Pilotis que substituem paredes estruturais, deixando o espaço mais amplo para circulação. Edifício Copan (SP) - Oscar Niemeyer FAU - USP (SP) - Vilanova Artigas Arquitetos modernistas, como Oscar Niemeyer, tiveram um impacto profundo nesse período, com suas abordagens ousadas e inovadoras, deixaram um legado duradouro, tais como: Affonso Eduardo Reidy: reconhecido por seu trabalho na construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Reidy é considerado um dos pioneiros na introdução da arquitetura moderna no Brasil. Lúcio Costa: além de ser o urbanista responsável pelo plano piloto de Brasília, Lúcio Costa teve um impacto significativo no design de móveis. Sua abordagem arquitetônica inovadora, que valorizava linhas limpas e proporções equilibradas, encontrou reflexo em peças de mobiliário contemporâneas. João Batista Vilanova Artigas: como arquiteto, destaque para o estádio do Morumbi em São Paulo, e professor, Artigas desempenhou um papel fundamental na formação de uma nova geração de designers e arquitetos. Sua abordagem funcionalista e o uso criativo de concreto influenciaram tanto a arquitetura quanto o design de móveis, promovendo a estética moderna. Sérgio Bernardes: Além de projetar edifícios inovadores, Sérgio Bernardes também criou móveis que refletiam sua visão arquitetônica. Suas peças eram conhecidas por suas linhas limpas e materiais simples, incorporando a estética moderna ao design de interiores. Paulo Mendes da Rocha: Com um foco na experimentação de materiais e na exploração de estruturas, Mendes da Rocha deixou um impacto profundo na arquitetura brasileira. Sua influência se estendeu ao design de móveis, incentivando a busca por formas originais e soluções criativas. Rino Levi: Como um dos pioneiros do modernismo no Brasil, Rino Levi contribuiu para a transformação do design de móveis, adotando uma abordagem funcional e minimalista. Sua visão arquitetônica inspirou móveis que combinavam beleza estética com propósito prático. Edifício Prudência (SP) - Rino Levi (1949) Casa de concreto (Butantã - SP) - Paulo Mendes da Rocha A contribuição desses arquitetos transcendeu os limites da arquitetura, influenciando diretamente o design de móveis e o ambiente doméstico. Suas ideias inovadoras, enraizadas no modernismo, moldaram o modo como os brasileiros vivem e interagem com os espaços ao seu redor. O mobiliário criado nesse período não apenas refletiu uma mudança de estilo, mas também incorporou valores de funcionalidade, simplicidade e experimentação. A transição de estilo do mobiliário: Móvel colonial - ornamentos em excesso Durante os anos 1950, 60 e 70, houve uma transição significativa dos estilos de mobiliário anteriores, como os coloniais e provincianos, para um design mais moderno e funcional. O período colonial e os estilos barrocos enfatizavam a ornamentação detalhada e o uso de materiais pesados e escuros. No entanto, com a influência do modernismo, os móveis começaram a adotar linhas mais limpas, menos ornamentadas, mescla de madeiras com outros materiais industriais, dimensões menores e funcionalidade prática. Geraldo de Barros (dec. 50) - Buffet em jacarandá, ferro e fórmica Neste período, houve o surgimento de talentosos designers brasileiros que deixaram uma marca duradoura no mundo do mobiliário. Um dos nomes proeminentes é Sérgio Rodrigues , conhecido por sua abordagem inovadora e pelo uso de madeiras nativas. A poltrona "Mole" é um ícone desse período, caracterizada por suas formas orgânicas e estofamento generoso. Lina Bo Bardi , arquiteta italiana radicada no Brasil, também teve um impacto profundo. Sua poltrona Bowl, por exemplo, incorpora elementos modernos e materiais simples. Além disso, Joaquim Tenreiro , com seu foco na funcionalidade, acabamentos impecáveis e nas formas elegantes, contribuiu para a transição do design de móveis no Brasil. Além dos designers mencionados anteriormente, vários outros artistas notáveis contribuíram para a evolução do mobiliário moderno no Brasil. Suas abordagens criativas e inovações estéticas ajudaram a definir a identidade do design brasileiro. Aqui estão mais alguns nomes importantes: Oscar Niemeyer: Como um dos arquitetos mais renomados do Brasil, Niemeyer teve um papel crucial na definição do modernismo brasileiro. Sua abordagem arquitetônica influenciou indiretamente o design de móveis, incentivando formas fluidas e orgânicas. Niemeyer colaborou com outros designers, como Sérgio Rodrigues, para criar peças icônicas que refletiam sua visão arquitetônica única. Zanine Caldas - Móveis Artísticos Z Zanine Caldas: Reconhecido por sua maestria em trabalhar com madeira e suas criações arrojadas, Zanine Caldas desafiou as convenções ao combinar técnicas tradicionais de marcenaria com formas modernas e funcionais. Seus móveis exibem uma elegância simples e uma preocupação com a beleza natural da madeira. Geraldo de Barros: Um artista multidisciplinar, Barros desempenhou um papel crucial na transição do design brasileiro para abordagens mais minimalistas. Ele explorou a interseção entre a fotografia, a pintura e o design de móveis. Suas peças são conhecidas por sua simplicidade geométrica e pela aplicação criativa de materiais, como ferro, fórmica e madeira. Jorge Zalszupin: Designer de origem polonesa, Zalszupin contribuiu para a cena do design brasileiro com móveis marcados por linhas limpas e acabamentos sofisticados. Suas criações eram frequentemente associadas à funcionalidade e à ergonomia, e ele fundou a renomada fábrica de móveis L'Atelier para produzir suas peças exclusivas. Jean Gillon: , reconhecido por sua habilidade em combinar a cultura tradicional puramente brasileira com a madeira nobre em peças belíssimas que foram batizadas com nomes de regiões e da cultura brasileira, como as poltronas "jangada", "saci", "amazonas", dentre outras. Percival Lafer: Este designer criou peças que combinavam madeira e metal, com um toque de influência escandinava. Sua mesa de centro com tampo de vidro e base em X é um exemplo notável de sua abordagem inovadora. Percival Lafer - MP41 (1972) Carlo Hauner e Martin Eisler: Essa dupla de designers, de origem estrangeira, desempenhou um papel importante na introdução de influências internacionais no design brasileiro. Eles colaboraram para criar móveis sofisticados, muitas vezes com elementos de tecelagem e couro. Scapinelli : O designer Giusseppe Scapinelli é lembrado por suas criações únicas, que frequentemente exploravam formas bastante orgânicas. Sua abordagem artística influenciou o design de móveis de maneira distintiva. Mauricio Klabin: Klabin, além de seu trabalho como arquiteto, também projetou móveis e luminárias com ênfase na simplicidade e funcionalidade. Suas peças refletiam um estilo limpo e elegante, com foco na qualidade dos materiais. Mauricio Klabin - Poltrona Beijo Legado para o Design contemporâneo: O legado do mobiliário da metade do século XX no Brasil é inegavelmente presente no design contemporâneo. A abordagem mais funcional e minimalista adotada por designers como Sérgio Rodrigues e Lina Bo Bardi influenciou gerações subsequentes. A ênfase na experimentação com materiais, a valorização da simplicidade e a harmonia entre forma e função se tornaram princípios fundamentais no design de móveis contemporâneo. Mesa de jantar - Estúdio Bola Muitos dos designs emblemáticos desta época se tornaram referências definitivas para o design contemporâneo. A influência destes arquitetos e designers é indiscutivelmente imortalizada nos móveis contemporâneos no Brasil e no mundo. Suas contribuições não apenas marcaram uma transição estilística, mas também incorporaram uma mentalidade inovadora que valoriza a simplicidade, a funcionalidade e a estética atemporal. As peças icônicas criadas durante essa época continuam a inspirar designers a explorar novos materiais, formas e abordagens, mantendo viva a tradição de excelência do design brasileiro. Mesa Guanabara (déc. 60) - Jorge Zalszupin (L'Atelier) E justamente por ser esta influência definitiva, o mobiliário moderno original “antigo” das décadas de 50, 60 e 70 está cada vez mais em voga, atemporal e complementando os lares e espaços em pleno convívio com os móveis “novos”, com o diferencial de que os valores histórico, cultural e até monetário de uma peça de mobiliário original assinado e produzida na metade do século XX são infinitamente superiores aos móveis atuais. Conclusão: A evolução do mobiliário no Brasil, especialmente durante a metade do século XX, reflete não apenas uma mudança de estilos, mas uma transformação cultural e social. O período entre 1950 e 1975 foi um momento crucial na história do design de móveis no Brasil, marcado pela influência da arquitetura modernista, pela inauguração de Brasília e pelo surgimento de designers visionários. As contribuições desses designers demonstram a profundidade e a complexidade do cenário criativo da época e a transição na evolução da estética para um design mais funcional e minimalista deixaram um legado duradouro no design contemporâneo de móveis, influenciando gerações futuras e continuando a moldar a estética do Brasil e além.

  • Exposição Casa-Galeria de Berenice Arvani - 3ª edição Design e Arte Moderna

    CASALERIA 3ª edição : A Galeria Berenice Arvani tem o prazer de anunciar sua nova exposição que celebra a elegância do design dos anos 50, 60, 70 e contemporâneo. 🛋️ Nesta edição, contamos com uma parceria especial com a Galeria Lora Ronco, trazendo o mobiliário moderno brasileiro, incluindo o design icônico de Sergio Rodrigues, Jean Gillon, Jorge Jabour Mauad, Móveis Cimo, Giuseppe Scapinelli entre outros. A exposição também apresenta cerâmicas, fotografias, objetos e obras de artistas renomados, além de peças exclusivas do Liceu de Artes e Ofícios. Conjunto de sofá, poltronas e mesas design anos 60 do Liceu de Artes e Ofícios em jacarandá maciço - Galeria Lora Ronco - 📅 Abertura: 12 de dezembro, das 10h às 18h 📍 Local: Rua Oscar Freire, 540, São Paulo 📆 Período de visitação: • 13/12/2024 a 20/12/2024 • 13/01/2025 a 31/01/2025 Curadoria: Maria Ines Alvarez https://www.instagram.com/galeriaberenicearvani/reel/DDfktB0CA5Z/ Não perca esta experiência única que une história, arte e design brasileiro!

  • A arte escultural de Francisco Brennand

    Inspirada pela minha viagem à Recife no final de abril, resolvi escrever um pouco sobre este artista fantástico que é Francisco Brennand. A visita a sua oficina, num ambiente de muita paz e luz, foi uma experiência incrível e eu diria obrigatória para quem gosta de arte Brasileira. Francisco Brennand foi um artista plástico brasileiro, nascido em Recife, Pernambuco, em 1927. Sua obra é uma expressão de sua visão de mundo e de sua vida, que teve muitas dificuldades e desafios. Seus trabalhos são repletos de simbolismos e elementos que remetem à sua cultura e a sua cidade natal. Trajetória Filho de uma família abastada e tradicional de Pernambuco, Brennand cresceu em um ambiente cercado de arte e cultura. Estudou na Faculdade de Belas Artes do Recife, mas não concluiu o curso. Em 1948, viajou para a Europa e visitou museus e galerias de arte, o que o inspirou a se dedicar à escultura. Retornou ao Brasil em 1952 e começou a trabalhar em sua primeira grande obra, o Painel de Azulejos do Parque das Esculturas, que demorou 23 anos para ser concluído. Obras A obra de Brennand é bastante diversificada, abrangendo pinturas, esculturas, cerâmicas, azulejos e tapeçarias. Suas esculturas são, talvez, as mais conhecidas, e são feitas com diversos materiais, como argila, bronze, ferro, cimento e pedra. O artista também é conhecido por suas cerâmicas, que possuem formas e cores únicas, criando um universo próprio e singular. Entre suas obras mais famosas está a Torre de Cristal, uma escultura de 32 metros de altura que fica em seu Parque das Esculturas, em Recife. Outra obra marcante é a capela de São Francisco, que Brennand construiu para homenagear seu avô. A capela é revestida por mais de 2 mil azulejos pintados pelo artista, criando um ambiente único e de grande beleza. Ateliê e visitação ao público O Ateliê de Francisco Brennand fica localizado em Recife, próximo ao Parque das Esculturas, e é um lugar de grande importância para a cultura e a arte brasileiras. O espaço, que já foi a antiga fábrica da Cerâmica São João, foi transformado pelo artista em seu ateliê e também em uma galeria de arte, onde suas obras podem ser apreciadas pelo público. O Ateliê é aberto ao público. Lá, é possível conhecer as obras do artista, Além disso, o espaço oferece visitas guiadas e um acervo com mais de três mil obras do artista, que incluem cerâmicas, esculturas, pinturas e desenhos. Legado Brennand deixou um grande legado para a arte brasileira. O Ateliê de Francisco Brennand também é um espaço onde é possível adquirir peças que são produzidas pelos artesãos que hoje trabalham no local seguindo as técnicas e estilos criados por Brennand. As cerâmicas são um dos principais produtos vendidos no Ateliê. Elas são produzidas a partir de uma técnica criada pelo próprio artista, que utiliza uma mistura de argilas e outros materiais para criar peças únicas e de grande beleza. As cores e formas das cerâmicas são inspiradas na natureza e na cultura nordestina, criando uma identidade própria para cada peça. As esculturas durante a visitação são um show a parte, dá para passar um tempo contemplando a paz e o silêncio e apreciando cada canto. Elas são feitas com diversos materiais, como bronze, ferro, cimento e pedra, e são inspiradas em temas que vão desde a mitologia grega até a cultura popular brasileira. A arte escultural de Francisco Brennand possui um estilo único e inconfundível, que a torna muito valorizada artística e historicamente. Além das cerâmicas e esculturas, Brennand desenhava e pintava. Pude apreciar uma exposição linda com várias obras do acervo próprio e de colecionadores, com quadros sobre a Amazônia, desenhos que inspiraram os figurinos dos personagem do "Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, esculturas únicas, etc. Tudo com a característica de Brennand: traços fortes e marcantes, imagens brutalistas e fálicas, as cores vibrantes e as referências à cultura brasileira. Hoje em dia, as peças vendidas no Ateliê são os "utensílios domésticos", potes, vasos e os "Ovos". São produtos que trazem consigo um pouco da história e da identidade de um dos maiores artistas plásticos brasileiros, Francisco Brennand.

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