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- SP–Arte 2026 — Curadoria de mobiliário moderno brasileiro (estande DS-10)
Entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, a SP-Arte 2026 retorna ao Pavilhão da Bienal, reunindo galerias, designers e colecionadores em um dos principais encontros dedicados à arte e ao design na América Latina. A Galeria Lora Ronco apresenta, nesta edição, uma curadoria de mobiliário moderno brasileiro no estande DS–10, localizado no térreo , estruturada a partir de critérios de relevância histórica, integridade formal e qualidade construtiva. A seleção reúne peças de Geraldo de Barros, Jean Gillon, Giuseppe Scapinelli, Zanine Caldas, Sérgio Rodrigues, Carlo Hauner e Percival Lafer, além de tapeçaria de Madeleine Colaço. A curadoria busca evidenciar diferentes vertentes do design moderno entre as décadas de 1950 e 1970, destacando tanto a experimentação formal quanto o domínio técnico dos materiais — da madeira maciça às soluções estruturais e superfícies têxteis. Mais do que uma apresentação de peças, o estande propõe uma leitura do mobiliário como extensão da arquitetura e da cultura material brasileira do século XX, estabelecendo relações entre desenho, uso e permanência. Após o período da feira, podemos disponibilizar o material curatorial detalhado para os interessados, além de atendimento dedicado em nosso novo Showroom no Conjunto Nacional em São Paulo, a partir de Maio/26, para clientes, arquitetos e colecionadores interessados em aprofundar a leitura das obras apresentadas. A Galeria Lora Ronco, associada à BMDG tem o privilégio de apresentar, na SP-Arte 2026 , um panorama singular do mobiliário moderno brasileiro, vintage e colecionável. Sérgio Rodrigues — figura central do design brasileiro, com obras que consolidam uma linguagem própria baseada em conforto, proporção e identidade nacional. Geraldo de Barros : Artista multifacetado, suas criações são mais que móveis, são verdadeiras obras de arte que mesclam fotografia, pintura e design. Percival Lafer : Famoso por suas poltronas e sofás de couro, Lafer revolucionou o design com peças que unem estética e conforto em uma visão industrial contemporânea. Giuseppe Scapinelli — representante do modernismo ítalo-brasileiro, com peças que combinam rigor construtivo e desenho expressivo em madeira maciça. Zanine Caldas — arquiteto e designer que valoriza o uso direto da madeira e processos construtivos que evidenciam matéria e estrutura. Carlo Hauner — designer que, em parceria com a indústria, desenvolveu soluções modernas com forte apelo formal e produção seriada qualificada. Jean Gillon — designer conhecido pela exploração de soluções construtivas em madeira e pela integração entre estrutura e forma orgânica. Madeleine Colaço — artista têxtil cuja obra incorpora referências culturais e narrativas visuais em composições de grande força gráfica. A SP-Arte 2026 será uma excelente oportunidade para admirar a beleza e a singularidade do mobiliário moderno brasileiro. Estamos ansiosos para recebê-lo em nosso estande DS-10, no Térreo e compartilhar essa experiência com você! Realização: Lora Ronco; Curadoria: Alexandre Marciano; Ambientação: Alexandre Marciano e Camila Lara (Sépia Arquitetura) Data: 08 a 12 de abril de 2026 Localização: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, portão 3 Horários: 08 de abril: Convidados 09 e 10 de abril: 12h às 20h 11 de abril: 11h às 20h 12 de abril: 12h às 19h Ingressos: https://bilheteria.sp-arte.com/ Breve contexto histórico O mobiliário moderno brasileiro, desenvolvido sobretudo entre as décadas de 1950 e 1970, nasce de uma relação direta entre arquitetura, arte e produção industrial. Nesse período, o país consolida uma linguagem própria, impulsionada por arquitetos e artistas que buscavam integrar forma, função e espaço. A produção desse momento reflete tanto o avanço técnico quanto a assimilação de movimentos artísticos como o Concretismo e o Neoconcretismo, resultando em peças que operam simultaneamente como objetos de uso e construções formais rigorosas. A escolha de materiais — como madeira maciça, couro e aço — aliada a técnicas construtivas precisas, contribui para a longevidade dessas peças, que permanecem atuais tanto pela qualidade quanto pela clareza de seu desenho. Mais do que testemunhos de uma época, esses móveis seguem como referências fundamentais na história do design, reafirmando a permanência como um de seus principais valores. A longevidade do mobiliário moderno é uma das características que os tornam tão apreciados - o presente de uma época em que "tudo era feito para durar !" Escrivaninha, mesa com gavetas de Geraldo de Barros para a Unilabor. Materiais de Qualidade: Os designers de móveis modernos selecionavam materiais de alta qualidade, como madeira maciça, aço inoxidável, couro genuíno e tecidos resistentes. Esses materiais são escolhidos não apenas por sua aparência, mas também por sua resistência ao desgaste e a deterioração ao longo do tempo. Design Funcional e Simplicidade: O design moderno prioriza a funcionalidade e a simplicidade. As peças são projetadas para serem práticas e atender às necessidades do usuário. A ausência de ornamentos excessivos e detalhes desnecessários contribui para a durabilidade. Menos partes móveis significam menos desgaste ao longo dos anos. Técnicas de Fabricação Avançadas: Os fabricantes de móveis modernos utilizavam técnicas que possibilitavam encaixes precisos, colagem de alta qualidade e acabamentos resistentes. Essas técnicas garantem que as peças sejam montadas de forma sólida e resistente, evitando folgas ou desgaste prematuro. Poltrona Franco com encosto de cabeça, design de Sérgio Rodrigues para a OCA, década 1960 Design Intemporal: Peças icônicas criadas por designers renomados continuam a ser relevantes e desejadas décadas após sua criação. A atemporalidade significa que esses móveis não se tornam obsoletos rapidamente, o que contribui para sua durabilidade. Manutenção Adequada: A manutenção regular é essencial para a durabilidade dos móveis modernos. Isso inclui limpeza adequada, lustração e cuidados específicos para cada tipo de material. Evitar exposição excessiva à luz solar direta ou umidade prolongada ajuda a preservar a integridade das peças. Herança Cultural e Valor Artístico: Muitos móveis modernos têm uma conexão com a história e a cultura de uma época específica. Eles são apreciados como arte funcional. O valor artístico e a autenticidade dessas peças incentivam os proprietários a cuidar delas e mantê-las em boas condições. Portanto, ao visitar a Galeria Lora Ronco na SP-ARTE 2026 , você terá a oportunidade de apreciar não apenas o mobiliário, mas também a rica interação entre arte, design e arquitetura que moldou o cenário brasileiro naquela época fascinante. Junte-se a nós na SP-ARTE 2026 !
- Lora Ronco Galeria inaugura novo espaço no Conjunto Nacional em São Paulo
O novo showroom da Lora Ronco será no ícone do arquitetura moderna paulistana, o Conjunto Nacional, e será dedicado à preservação e apresentação do mobiliário moderno colecionável como obra de arte. Planta Original do Conjunto Nacional - vista lateral da Rua Padre João Manuel. Fonte: Acervo FAU-USP Arquitetura modernista nas rampas de acesso da Bienal e do Conjunto Nacional Após a SP-Arte 2026, que ocorrerá entre os dias 8 e 12 de abril, no pavilhão da Bienal no Ibirapuera, a Lora Ronco Galeria inaugura oficialmente seu novo espaço no Conjunto Nacional , na Avenida Paulista, reafirmando a presença do design moderno brasileiro em seu território histórico de origem e consolidando um projeto dedicado à preservação, à curadoria e à ambientação qualificada do mobiliário vintage . Instalada no 11º andar da torre Horsa II , no edifício tombado que integra um dos marcos do modernismo paulistano, a galeria apresenta um acervo voltado ao design moderno brasileiro das décadas de 1950, 1960 e 1970 , com foco em peças vintage autênticas selecionadas por sua relevância histórica, qualidade construtiva e valor cultural. A abertura da Lora Ronco Galeria no Conjunto Nacional marca a fundação de um espaço pensado para permanência. Mais do que um novo endereço, o projeto estabelece uma base sólida para o design moderno brasileiro, em diálogo direto com a arquitetura, o tempo e a construção cuidadosa do ambiente. Instalada em um edifício histórico e tratada de forma definitiva, a galeria assume o compromisso de preservar, valorizar e apresentar mobiliário de época com rigor histórico e responsabilidade curatorial . Cada decisão — do layout à infraestrutura — foi pensada para respeitar a arquitetura original do imóvel e criar um espaço duradouro, preparado para receber o acervo e seus visitantes com clareza, conforto e precisão. O projeto de arquitetura e interiores, assinado por Camila Lara (Sépia Arquitetura) , estabelece soluções permanentes para o uso contemporâneo do espaço. A arquitetura atua como suporte silencioso para a experiência, permitindo que o mobiliário e demais obras de arte se tornem protagonistas. Vista lateral do Conjunto Nacional estilizada como uma peça de mobiliário moderno - criação: Alexandre Marciano A experiência do visitante foi desenhada como uma jornada clara e organizada: O acesso ao espaço é simples e direto: ao chegar ao Conjunto Nacional, o visitante encontra um edifício com infraestrutura clara, estacionamento integrado e acesso organizado. Localizado no 11º andar na torre Horsa II ,, o showroom oferece um ambiente tranquilo e seguro, acessível após uma breve identificação na recepção.. O espaço cria uma atmosfera propícia para a observação do design em escala e proporções adequadas e permite que o visitante percorra o espaço com calma e permaneça no ambiente pelo tempo necessário para apreciar cada peça. O acesso a torre, inaugurada em 1962, integra arquitetura e tempo histórico, culminando em uma vista privilegiada da cidade que amplia a experiência cultural e sensorial da visita. "Este novo espaço da Lora Ronco foi pensado para o longo prazo e como sendo um lugar dedicado ao design e arte modernista , propiciando o diálogo contínuo com arquitetos, designers de interiores, colecionadores, pesquisadores e instituições culturais", afirma Alexandre Marciano, sócio da galeria. A data de abertura oficial será divulgada em breve. A inauguração será seguida de um período inicial de visitas exclusivas mediante agendamento, antes da abertura regular da galeria ao público. Endereço: Conjunto Nacional — Torre Horsa II, 11º andar Av. Paulista, 2073 — São Paulo Estacionamento Rua Padre João Manuel, 100 Contato : (11) 99122-7578 Para mais novidades e acesso exclusivo, se inscreva na nossa página: www.loraroncogaleria.com.br
- MASP inaugura novo edifício e apresenta exposições inéditas
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) se prepara para um momento marcante em sua história: a inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi , prevista para 28 de março de 2025. O novo prédio, situado ao lado da icônica estrutura projetada por Lina Bo Bardi na Avenida Paulista , ampliará a área do museu em mais de 60%. Com 14 andares, a construção assinada pelo escritório METRO Arquitetos Associados integra-se ao edifício original, combinando modernidade e funcionalidade. O espaço contará com galerias expositivas, salas multiuso, restaurante, café, bilheteria, loja, laboratório de conservação e um novo espaço de acolhimento para os visitantes. Outro destaque é a passagem subterrânea de 40 metros quadrados, prevista para o segundo semestre de 2025, que ligará os dois edifícios, facilitando a circulação do público e das obras de arte. Fachada do prédio Pietro Maria Bardi. O novo edifício será interligado com os outros blocos (Foto: METRO Arquitetos Associados / Divulgação ) Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da rua 7 de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta modernista reconhecida com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, pelo conjunto de sua obra, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20. “O MASP em Expansão significa a maior operação de filantropia brasileira com apoio de famílias, sem incentivos fiscais ou quaisquer estímulos governamentais. Este movimento transformará o MASP no maestro das instituições culturais da Avenida Paulista, consolidando este importante corredor cultural brasileiro”, salienta Ronaldo Cezar Coelho, presidente do comitê MASP em expansão. (fonte: site do Masp) Exposições inéditas celebram a nova fase Para marcar a inauguração, o MASP lança o ciclo "Cinco Ensaios sobre o MASP" , um conjunto de exposições que exploram diferentes perspectivas sobre o acervo e a trajetória do museu. As mostras serão distribuídas pelos andares do novo prédio e propõem diálogos entre o passado e o presente. Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado (2º andar) A videoinstalação do artista britânico Isaac Julien homenageia Lina Bo Bardi, trazendo sua visão sobre arte, arquitetura e o impacto social da cultura. A obra conta com a participação das atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, que interpretam trechos dos escritos da arquiteta. Artes da África (3º andar) Mais de 40 peças da arte africana, incluindo estatuetas, máscaras, tambores e objetos do cotidiano, serão exibidas, destacando a riqueza cultural de regiões da África Ocidental, com foco em obras do século XX. Geometrias (4º andar) A exposição reúne mais de 50 obras que exploram a linguagem geométrica, abrangendo desde os movimentos construtivistas, como Lygia Clark, Alfredo Volpi e Judith Lauand, até interpretações contemporâneas em diferentes materiais e técnicas. Renoir (5º andar) O MASP apresenta todas as obras de Pierre-Auguste Renoir do seu acervo, incluindo 12 pinturas e uma escultura, proporcionando um panorama da trajetória do renomado pintor impressionista. Histórias do MASP (6º andar) A mostra revisita os mais de 70 anos de história do museu, destacando momentos fundamentais e sua contribuição para o modelo de museu moderno e acessível. Novo Vão Livre e a obra interativa de Iván Argote A requalificação do Vão Livre do MASP inclui melhorias no mobiliário urbano, segurança, iluminação e a instalação de Wi-Fi gratuito. A partir de 10 de abril, o espaço receberá a instalação interativa "O Outro, Eu e os Outros", do artista colombiano Iván Argote. A obra traz gangorras gigantes que reagem aos movimentos dos visitantes, explorando a interação coletiva e o equilíbrio. O projeto do escritório METRO Arquitetos Associados com coautoria de Júlio Neves terá uma fachada dupla, a fim de proteger o edifício da radiação solar e sombrear as janelas (Foto: METRO Arquitetos Associados / Divulgação) Uma nova identidade visual para um novo momento Além das exposições e do novo edifício, o MASP apresenta uma nova identidade visual, reforçando seu compromisso com a inovação sem perder sua essência histórica. Outra novidade é a expansão do MASP Escola, que agora terá salas de aula próprias, ampliando seu impacto educacional. Como visitar o novo MASP Inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi: 28 de março de 2025, das 10h às 20h30 Endereço: MASP – Av. Paulista, 1510 – Bela Vista, São Paulo, SP Horários de funcionamento: Terça-feira: entrada gratuita, das 10h às 20h (última entrada às 19h) Quarta e quinta-feira: das 10h às 18h (última entrada às 17h) Sexta-feira: das 10h às 21h, com entrada gratuita das 18h às 20h30 Sábado e domingo: das 10h às 18h (última entrada às 17h) Fechado às segundas-feiras Ingressos: R$ 75 (inteira) / R$ 37 (meia-entrada) Agendamento obrigatório pelo site: masp.org.br/ingressos Metro Arquitetos. Foto: Leonardo Finotti Se você é apaixonado por cultura, essa é uma oportunidade imperdível para conhecer o novo MASP e vivenciar essa transformação de perto!
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- Giuseppe Scapinelli | Lora Ronco Galeria
Explore a excelência do design de Giuseppe Scapinelli na Galeria Lora Ronco. Descubra a elegância e sofisticação dos móveis produzidos pelo renomado designer italiano. Giuseppe Scapinelli arquiteto, decorador e designer Italiano de formação e brasileiro por escolha, integrou a geração de profissionais europeus que chegaram a São Paulo no período do pós-guerra e participaram da transformação dos interiores residenciais da cidade. Sua obra, porém, não se limitou à transferência de referências estrangeiras: nasceu do encontro entre a tradição projetual italiana, a qualidade da marcenaria praticada no Brasil e uma compreensão muito particular do conforto, da proporção e da elegância. Nascido em Modena, na Itália, Scapinelli formou-se em arquitetura antes de se mudar para o Brasil, em 1948. Estabeleceu-se em São Paulo, onde inicialmente colaborou com Francesco Matarazzo e, pouco depois, passou a desenvolver projetos de arquitetura, decoração e mobiliário de maneira independente. Em 1950, organizou seu próprio escritório, iniciando o período mais significativo de sua produção. Arquitetura, interiores e mobiliário Giesse, Santa Helena, Le Rideau e Margutta Giuseppe Scapinelli Giuseppe Scapinelli 1/1 algumas publicações Scapinelli Livro Mobiliario Moderno Brasileiro Livro Desenho da Utopia Livro Scapinelli Livro 1/3 Scapinelli desenvolveu sua carreira em um momento de profundas mudanças na sociedade paulistana. A expansão industrial, o crescimento urbano e o surgimento de novas formas de morar criavam uma demanda por residências modernas, mas ainda associadas ao requinte, ao conforto e à representação social. Nesse ambiente, Scapinelli atuava sobretudo como arquiteto-decorador. Seu trabalho não começava necessariamente pela criação de um móvel isolado, mas pela concepção do ambiente como um conjunto. Distribuição espacial, revestimentos, tapetes, cortinas, iluminação, obras de arte e mobiliário eram pensados de maneira articulada. Essa abordagem explica a variedade encontrada em sua produção. Muitas peças foram concebidas especialmente para determinadas residências, adequando-se às dimensões, à arquitetura e ao perfil de cada cliente. Em lugar de desenvolver apenas linhas padronizadas para fabricação em grande escala, Scapinelli explorava soluções específicas, frequentemente executadas em pequenas quantidades por marceneiros e artesãos especializados. Seu nome tornou-se conhecido entre famílias ligadas à elite industrial e cultural de São Paulo. Ao longo dos anos 1950 e 1960, projetou salas de estar, dormitórios, salas de jantar, escritórios, bares e outros ambientes domésticos, criando para eles cadeiras, mesas, poltronas, sofás, camas, aparadores, estantes e objetos complementares. A atuação de Scapinelli também assumiu uma dimensão empresarial. Ele esteve à frente da Fábrica de Móveis Giesse e da Fábrica de Tapetes Santa Helena, iniciativas que lhe permitiram acompanhar mais diretamente a execução dos elementos utilizados em seus projetos. Manteve ainda os estabelecimentos Le Rideau e Margutta. Mais do que um ponto de exposição e comercialização, a Margutta funcionava como seu ateliê e como um espaço de convivência entre arquitetos, artistas e intelectuais, muitos deles europeus radicados em São Paulo. Esse ambiente favorecia a circulação de referências internacionais, ao mesmo tempo que aproximava Scapinelli dos materiais, dos artesãos e das condições produtivas encontradas no Brasil. Sua relação com o público não se restringiu aos projetos particulares. Durante a década de 1950, assinou na revista Casa e Jardim a coluna “Scapinelli responde”, na qual comentava questões relacionadas à decoração e à organização dos interiores. A participação na revista ajudou a difundir suas ideias sobre o morar moderno e revela como ele compreendia a decoração como uma atividade que reunia conhecimento técnico, sensibilidade artística e atenção à vida cotidiana. Uma linguagem própria O mobiliário de Giuseppe Scapinelli é reconhecido por uma combinação incomum de leveza visual, movimento e precisão construtiva. Suas peças apresentam silhuetas alongadas, apoios estreitos, transições contínuas entre estrutura e superfície e curvas que parecem conduzir o olhar ao redor do móvel. Mesmo quando partia de formas geométricas elementares, Scapinelli evitava soluções excessivamente rígidas. Pernas inclinadas ou afiladas, braços desenhados como extensões da estrutura, encostos arqueados e tampos de contornos livres conferem às suas criações uma sensação de dinamismo. Em muitos casos, a massa do móvel é visualmente afastada do chão, criando uma aparência mais aérea e acentuando a elegância de suas proporções. Essa característica o distingue de parte da produção modernista orientada por estruturas ortogonais, superfícies planas ou por uma expressão mais severamente racionalista. Scapinelli desenvolveu uma modernidade menos austera, na qual o rigor do desenho convive com a sensualidade das formas. Seu trabalho não deve, entretanto, ser entendido apenas como decorativo. Por trás da fluidez de suas linhas existe um controle cuidadoso das proporções, dos encaixes e da relação entre as diferentes partes do móvel. A delicadeza aparente depende de uma execução precisa e de um domínio profundo da construção em madeira. A madeira como matéria de expressão Caviúna, jacarandá e outras madeiras empregadas no mobiliário brasileiro do período assumiram papel central na produção de Scapinelli. Ele explorava a resistência, a coloração, os desenhos naturais e as possibilidades de modelagem de cada espécie, evitando tratar a madeira como simples revestimento. Em suas peças, pés, braços, travessas e molduras frequentemente recebem perfis arredondados, mudanças graduais de espessura e recortes que revelam um trabalho próximo ao da escultura. A estrutura não é escondida: torna-se parte essencial da composição. A madeira também aparece associada a vidro, palhinha, tecidos, mármore, bronze e outros metais. Essas combinações introduzem contrastes entre transparência e densidade, superfícies frias e quentes, brilho e textura. O resultado é um mobiliário sofisticado, mas raramente excessivo, no qual cada material participa da definição formal do conjunto. A formação multidisciplinar de Scapinelli contribuiu para essa liberdade. Além de arquiteto e designer, dedicou-se à pintura, à cerâmica e à escultura. Sua familiaridade com diferentes linguagens artísticas pode ser percebida na maneira como pensava volumes, superfícies e materiais, aproximando determinados móveis de objetos escultóricos sem comprometer sua função. Entre a tradição italiana e o Brasil moderno A obra de Scapinelli estabelece uma ponte entre universos distintos. De um lado, sua formação italiana aparece no cuidado com o desenho, na busca pela harmonia e em certa permanência de valores clássicos. De outro, sua produção está profundamente ligada à São Paulo moderna, às madeiras brasileiras, aos interiores concebidos para a sociedade local e ao trabalho de artesãos que atuavam na cidade. Essa dupla referência permitiu que desenvolvesse uma linguagem independente. Seus móveis não reproduzem simplesmente modelos italianos, assim como não se confundem com a produção de outros designers brasileiros do período. Scapinelli incorporou influências internacionais e experiências locais para construir um repertório reconhecível, marcado pela continuidade das linhas, pelo refinamento dos detalhes e por uma compreensão sensível da presença do móvel no espaço. Essa identidade aparece tanto em peças de pequenas dimensões, como mesas laterais e carrinhos de chá, quanto em grandes aparadores, mesas de jantar, sofás e camas. Mesmo diante da diversidade de tipologias, permanece uma coerência de pensamento: a estrutura é desenhada para parecer leve, a matéria é valorizada e o objeto estabelece uma relação direta com a arquitetura ao seu redor. Pesquisa e redescoberta Durante décadas, parte importante da produção de Scapinelli permaneceu dispersa em residências particulares. A criação sob encomenda, a existência de variações entre peças semelhantes e a ausência de uma catalogação industrial abrangente tornaram mais complexa a identificação de determinados modelos. A recuperação de sua trajetória ganhou novo impulso com o trabalho de pesquisadores, colecionadores, galerias e instituições dedicadas ao mobiliário moderno brasileiro. Em 2015, Sérgio Campos publicou o livro Giuseppe Scapinelli 1950: O Designer da Emoção, pela Artemobília. A publicação foi acompanhada por uma exposição que reuniu móveis, pinturas, esculturas e cerâmicas, contribuindo para apresentar a amplitude de sua produção para além das peças mais conhecidas. Alguns de seus desenhos também passaram a integrar o trabalho de pesquisa e reedição da ETEL. A retomada desses projetos, realizada a partir do estudo das peças originais, ampliou a circulação internacional de sua obra e permitiu que modelos desenvolvidos nos anos 1950 fossem novamente produzidos dentro de parâmetros controlados. Em 2023, a exposição “Pancetti e Scapinelli”, realizada na Casa Zalszupin e organizada em parceria pela ETEL e pela Almeida & Dale, aproximou o mobiliário do designer da pintura de José Pancetti. A mostra enfatizou a presença italiana na formação da cultura moderna brasileira e as relações entre lirismo, síntese formal e depuração encontradas na obra dos dois autores. Em 2025, a Galeria Teo realizou “Scapinelli e seus esbeltos elementos”, com curadoria do arquiteto e escritor Francesco Perrotta-Bosch. A exposição reuniu mais de setenta móveis produzidos principalmente nas décadas de 1950 e 1960, acompanhados por fotografias e publicações históricas. Organizada a partir de uma extensa pesquisa documental, a mostra apresentou diferentes núcleos tipológicos e permitiu observar a amplitude das soluções concebidas pelo designer. Sofás, espreguiçadeiras, banquetas, mesas, cadeiras e outros objetos evidenciaram não apenas a variedade de sua produção, mas também a recorrência de determinados princípios: estruturas delgadas, curvas contínuas, madeira cuidadosamente trabalhada e atenção minuciosa aos detalhes. Parte do projeto foi apresentada também na SP-Arte de 2025. A exposição representou um momento importante na revisão crítica de sua obra e ampliou o entendimento de Scapinelli como autor de um repertório muito mais extenso e complexo do que aquele tradicionalmente conhecido pelo mercado. Legado de Giuseppe Scapinelli Giuseppe Scapinelli pertence ao grupo de autores que ajudou a definir a identidade do mobiliário moderno produzido no Brasil, mas sua contribuição permanece profundamente individual. Sua obra revela que a modernidade não precisava ser fria, impessoal ou estritamente geométrica. Em seus projetos, funcionalidade e construção convivem com movimento, delicadeza e expressão artística. Ao aproximar arquitetura, decoração, arte e marcenaria, Scapinelli criou móveis capazes de organizar o espaço e, ao mesmo tempo, transformá-lo. São peças cuja presença se manifesta gradualmente: primeiro pela elegância da silhueta, depois pela riqueza da madeira e, por fim, pela precisão dos detalhes. A crescente presença de sua obra em pesquisas, exposições, publicações e coleções confirma a relevância de sua produção para a compreensão do design brasileiro do século XX. Mais do que testemunhos de um período, seus móveis conservam uma notável atualidade, resultado de uma linguagem que soube conciliar tradição e experimentação, sofisticação e simplicidade, desenho internacional e matéria brasileira. Texto e pesquisa: Lora Ronco Galeria Última atualização: agosto de 2026 Referências consultadas CAMPOS, Sérgio. Giuseppe Scapinelli 1950: O Designer da Emoção. São Paulo: Artemobília, 2015. ETEL. Giuseppe Scapinelli. Perfil biográfico, trajetória profissional e coleção de desenhos do autor. Galeria Teo. Scapinelli e seus esbeltos elementos. Exposição com curadoria de Francesco Perrotta-Bosch, São Paulo, 2025. Revista Projeto. “Galeria Teo abre exposição ‘Scapinelli e seus esbeltos elementos’”, 2025. Casa Zalszupin / ETEL / Almeida & Dale. Pancetti e Scapinelli. Exposição com curadoria de Cristiano Raimondi, 2023. Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo — MAC USP. Projetos para um cotidiano moderno no Brasil, 1920–1960. São Paulo, 2021. Bossa Furniture. Giuseppe Scapinelli: perfil biográfico e obras. SP-Arte. Giuseppe Scapinelli e Scapinelli e seus esbeltos elementos. Scapinelli - Cadeiras em caviúna maciça e assento em linho claro - déc. 1950 Anônimo - Mesa de centro auxiliar oval design anos 60 em madeira maciça Scapinelli - Mesa de centro design anos 50 jacarandá maciço e mármore bege Giuseppe Scapinelli - Par de cadeiras em caviúna maciça - Dec. 50 Giuseppe Scapinelli - Banquetas altas para bar e balcão - madeira caviúna maciça Giuseppe Scapinelli - Aparador, console em caviúna. Dec. 50 Scapinelli - Poltronas design anos 60 madeira maciça jacarandá e assento em mola Giuseppe Scapinelli - Mesa auxiliar Maracanã em caviúna maciça - Anos 50 Scapinelli - mesa lateral auxiliar design anos 60 em jacarandá e pau marfim Scapinelli - Cadeira para mesa de jantar design anos 50 - madeira maciça caviúna Giuseppe Scapinelli - Poltrona design anos 50 madeira maciça jacarandá e linho Scapinelli - Mesa lateral design anos 50 madeira maciça Bar em madeira e fórmica anos 50 A Lora Ronco pesquisa e apresenta exemplares representativos da produção de Giuseppe Scapinelli. As peças acima integram ou já integraram o acervo da galeria.
- Jose Zanine Caldas | Lora Ronco Galeria
A genialidade de José Zanine Caldas na Galeria Lora Ronco. Conheça a obra deste renomado designer brasileiro, cujos móveis ecoam inovação e sustentabilidade. Jose Zanine Caldas Designer, maquetista, arquiteto autodidata e mestre da madeira brasileira José Zanine Caldas ocupa uma posição singular na história do design e da arquitetura brasileira. Autodidata, desenvolveu uma obra marcada pelo conhecimento profundo da madeira, pela experimentação construtiva e pela integração entre modernismo, artesanato e natureza. Ao longo de sua trajetória, atuou como maquetista, designer de mobiliário, arquiteto, escultor, paisagista, pesquisador e professor. Nascido em 25 de abril de 1919, em Belmonte, no sul da Bahia, Zanine demonstrou desde cedo interesse pela construção e pelo trabalho manual. Ainda adolescente, produzia pequenos presépios utilizando caixas de papelão que pertenciam ao consultório de seu pai. Aos dezoito anos, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como desenhista, iniciando uma trajetória profissional construída sobretudo pela prática, pela observação e pela pesquisa independente. Das maquetes à arquitetura moderna No início da década de 1940, já no Rio de Janeiro, Zanine criou uma oficina especializada na execução de maquetes arquitetônicas. Seu trabalho aproximou-o diretamente de alguns dos protagonistas da arquitetura moderna brasileira, entre eles Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Oswaldo Bratke. A construção dessas maquetes exigia não apenas precisão técnica, mas também uma compreensão espacial e estrutural dos projetos, experiência que influenciaria profundamente sua produção posterior. Esse contato cotidiano com a arquitetura moderna permitiu que Zanine desenvolvesse um conhecimento construtivo próprio. Embora não tivesse formação acadêmica em arquitetura, tornou-se reconhecido por sua capacidade de compreender materiais, estruturas, proporções e formas de habitar — qualidades que mais tarde transferiu para seus móveis e projetos residenciais. José Zanine Caldas na Lora Ronco Galeria O mestre da madeira do móvel moderno Brasileiro Zanine Poltrona Grande Zanine Poltrona 2 José Zanine Caldas na Lora Ronco Galeria O mestre da madeira do móvel moderno Brasileiro 1/5 algumas publicações Zanine Livro Mobiliario Moderno Brasileiro Livro Desenho da Utopia Livro Zanine Livro 1/3 "Entre a precisão construtiva e a expressão natural da matéria, Zanine transformou a madeira em estrutura, mobiliário e manifesto." Móveis Artísticos Z e o mobiliário em compensado No final da década de 1940, Zanine fundou a Móveis Artísticos Z, empresa pioneira na produção brasileira de móveis modernos em madeira compensada. Suas peças combinavam desenho racional, curvas ergonômicas, aproveitamento eficiente do material e processos que permitiam a produção em maior escala. O uso do compensado possibilitava recortar diferentes componentes de uma mesma chapa, reduzindo desperdícios e tornando os móveis mais acessíveis. A linha desenvolvida pela Móveis Artísticos Z aproximava os princípios do modernismo das transformações urbanas e domésticas do Brasil do pós-guerra, especialmente da expansão dos apartamentos e de um novo público consumidor. Mesmo concebidas dentro de uma lógica industrial, essas peças já apresentavam características que permaneceriam em toda a obra de Zanine: a valorização expressiva da madeira, a clareza construtiva e a busca por uma linguagem genuinamente relacionada ao território brasileiro. Arquitetura, ensino e experimentação No início da década de 1960, Zanine passou a integrar o ambiente da Universidade de Brasília, onde atuou no setor de maquetes do curso de Arquitetura. Em Brasília, desenvolveu também algumas de suas primeiras experiências residenciais com uso extensivo da madeira, aprofundando sua investigação sobre sistemas construtivos adaptados ao clima e aos materiais brasileiros. Sua arquitetura nascia do contato direto com o terreno, com a paisagem e com as características naturais de cada peça de madeira. Em vez de ocultar irregularidades, nós, fissuras e variações, Zanine incorporava essas particularidades ao projeto, permitindo que o material participasse ativamente da definição das formas. Os móveis-denúncia A partir do final da década de 1960, de volta à Bahia, Zanine iniciou a fase mais escultórica e reconhecida de sua produção. Utilizando grandes troncos, raízes e fragmentos de árvores descartados por processos de desmatamento, passou a criar mesas, bancos, cadeiras e poltronas de forte presença material. Essas obras ficaram conhecidas como móveis-denúncia. O nome expressava a intenção de chamar atenção para a destruição das florestas e para o desperdício de madeiras brasileiras de grandes dimensões. Em vez de transformar completamente a matéria-prima, Zanine preservava parte das formas naturais dos troncos e raízes, convertendo cada peça em testemunho da escala e da riqueza das árvores que estavam desaparecendo. Essa produção não representava uma rejeição absoluta da indústria, mas uma nova etapa de sua pesquisa. Se nos móveis em compensado Zanine investigou economia de material, repetição e produção em série, nos móveis-denúncia passou a enfatizar singularidade, trabalho manual e responsabilidade ambiental. Madeira, paisagem e consciência ambiental A preocupação de Zanine com o uso responsável da madeira atravessou também sua atuação como pesquisador. Em 1980, fundou no Rio de Janeiro o Centro de Desenvolvimento das Aplicações da Madeira — DAM, voltado ao estudo das madeiras brasileiras e de sua utilização na arquitetura e na construção civil. Décadas antes de sustentabilidade se tornar uma questão central no design, Zanine já discutia o reaproveitamento de materiais, o impacto do desmatamento e a necessidade de construir em diálogo com o ambiente. Sua obra demonstrava que o conhecimento artesanal e a inovação moderna não precisavam ser opostos: poderiam integrar-se em uma linguagem ao mesmo tempo técnica, expressiva e profundamente brasileira. Reconhecimento e legado A obra de Zanine alcançou projeção internacional. Em 1990, foi apresentada em Paris na exposição “Zanine, l’architecte et la forêt”, no Musée des Arts Décoratifs, evidenciando a relação entre sua arquitetura, seus móveis e a floresta. No ano seguinte, recebeu a Medalha de Prata da Academia de Arquitetura de Paris e foi homenageado no Congresso Brasileiro de Arquitetos. Em 2019, o centenário de seu nascimento foi celebrado por exposições e iniciativas dedicadas à preservação de sua memória. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresentou a mostra “Zanine 100 anos — Forma e Resistência”, reunindo móveis e esculturas que evidenciavam a centralidade da madeira em sua obra. No mesmo período, a ETEL, em colaboração com a família do designer, retomou peças selecionadas da linha Móveis Artísticos Z. José Zanine Caldas faleceu em Vitória, em 20 de dezembro de 2001. Seu legado permanece fundamental para a compreensão do mobiliário e da arquitetura moderna no Brasil. Entre a racionalidade do compensado e a monumentalidade dos troncos maciços, sua produção propôs diferentes maneiras de trabalhar a madeira sem apagar sua origem, sua estrutura e sua memória. Mais do que desenvolver uma linguagem formal reconhecível, Zanine construiu uma visão de mundo: um design conectado à paisagem, à cultura construtiva brasileira e à responsabilidade sobre os recursos naturais. Texto e pesquisa: Lora Ronco Galeria Última atualização: agosto de 2026 Referências consultadas CARVALHO, Amanda Beatriz Palma de; CAVALCANTI, Lauro; SANTOS, Maria Cecília Loschiavo dos. José Zanine Caldas. São Paulo: Editora Olhares; Nova York: R & Company, 2019. 283 p. ISBN 9788562114922. Instituto José Zanine Caldas. Enciclopédia Itaú Cultural. ETEL. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Zanine Caldas - Poltronas esculturais design anos 50 em compensado naval Mesa de centro / auxiliar - Zanine Caldas - 1950 A Lora Ronco Galeria pesquisa e apresenta exemplares representativos da produção de José Zanine Caldas. As peças acima integram ou já integraram o acervo da galeria.
- Lora Ronco Galeria | mobiliário moderno
Lora Ronco Galeria: Compra e Venda de mobiliário moderno brasileiro, móveis autênticos das décadas de 50, 60 e 70, assinados por designers renomados internacionalmente, como: Sérgio Rodrigues, Tenreiro, Jorge Zalszupin, Jean Gillon, Geraldo de Barros, Percival Lafer, Zanine Caldas, Scapinelli, Carlos Hauner, Martin Eisler, Ernesto Hauner, Michel Arnoult e Celina Decorações, Liceu de Artes e Ofícios Agende uma ambientação na sua casa em São Paulo ou uma visita ao nosso galpão. (11) 99122-7578 descubra visite a nova galeria no Conjunto Nacional, em São Paulo Rua Padre João Manuel, 100 - Horsa II - 11º andar Estacionamento disponível no local INÍCIO: Bem-vindo Mobiliário Moderno Brasileiro: design assinado, colecionável e autêntico dos anos 1950, 60 e 70. Galeria associada a BMDG Nosso acervo reúne alguns dos maiores representantes do mobiliário moderno brasileiro colecionável — dos imigrantes que encontraram no Brasil um território fértil para criar aos designers nascidos aqui, cuja obra ajudou a definir uma linguagem própria, reconhecida dentro e fora do país. A produção desses mestres, hoje celebrada nacional e internacionalmente, foi essencial para consolidar no Brasil expressões relativamente recentes como “móvel assinado” e “móvel de design”. Mais do que peças funcionais, seus trabalhos traduzem um período de intensa experimentação estética, técnica e cultural, em que arquitetura, arte, indústria e artesanato se encontraram de forma singular. Nossa jornada começou com o desejo de reunir ao menos uma peça de cada grande nome do mobiliário moderno brasileiro. Hoje, com um acervo de mais de 800 peças, a Lora Ronco Galeria celebra designers essenciais do design moderno histórico de meados do século XX: Geraldo de Barros - Unilabor e Hobjeto Carlo Hauner & Martin Eisler - Forma Percival Lafer - Lafer Jean Gillon - Woodart e Italma Michel Arnoult - Mobília Contemporânea Ernesto Hauner - Mobilínea Joaquim Tenreiro Sérgio Rodrigues - OCA e Meia Pataca Jorge Zalszupin - L´Atelier Giuseppe Scapinelli Zanine Caldas - Móveis Artísticos Z Abraham Palatnik Celina Decorações Novo Rumo Móveis Cimo Liceu de Artes e Ofícios Móveis Teperman Dominici siga-nos no Instagram @loraroncogaleria Load more Lora Ronco Galeria no Conjunto Nacional Lora Ronco Galeria no Conjunto Nacional SP-Arte 2026 Lora Ronco Galeria no Conjunto Nacional 1/15 continue explorando ver o acervo VER ACERVO conhecer a galeria VER ACERVO







