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- As madeiras brasileiras no mobiliário moderno
Ao longo do século XX e início do século XXI, o Brasil foi conhecido por sua vasta riqueza florestal, abrigando uma variedade de espécies de madeiras nobres. Muitas dessas madeiras tornaram-se amplamente utilizadas na indústria moveleira devido às suas características únicas, beleza estética e durabilidade excepcional. No entanto, ao longo do tempo, algumas dessas espécies enfrentaram ameaças de extinção e foram objeto de proibições comerciais. Uma das madeiras nobres mais emblemáticas da indústria moveleira brasileira é o jacarandá (Dalbergia nigra). Amplamente utilizado durante as décadas de 20 a 60, o jacarandá apresenta uma cor rica, variando de marrom-escuro a preto, e é apreciado por sua textura fina e resistência. Infelizmente, devido à exploração desenfreada, o jacarandá tornou-se uma espécie ameaçada de extinção e seu corte e comércio foram proibidos desde a década de 1970. Sua raridade aumentou seu valor, tornando as peças antigas de jacarandá extremamente valiosas no mercado atual. Jacarandá (Dalbergia nigra): Características visuais: Cor rica, variando de marrom-escuro a preto, com veios distintos. Características olfativas: Aroma distinto e suave quando trabalhado. Dureza: Madeira dura. Facilidade de trabalho: Apresenta um bom acabamento, mas pode ser difícil de trabalhar devido à sua dureza. A caviúna (Machaerium scleroxylon) é uma madeira nobre altamente valorizada na indústria moveleira. Reconhecida por sua cor avermelhada a castanha, a caviúna apresenta um brilho natural e uma textura fina, o que a torna uma escolha popular para móveis de qualidade. Durante décadas, a caviúna foi amplamente utilizada na fabricação de móveis de alto padrão, especialmente na década de 1950. No entanto, a exploração descontrolada resultou em sua diminuição e atualmente é protegida por regulamentações que restringem sua extração. Devido à sua beleza e escassez, a caviúna é considerada uma madeira nobre valiosa no mercado. Caviúna (Machaerium scleroxylon): Características visuais: Cor avermelhada a castanha, com brilho natural e textura fina. Características olfativas: Aroma suave e agradável quando trabalhado. Dureza: Madeira moderadamente dura. Facilidade de trabalho: Fácil de trabalhar devido à sua textura fina e maleabilidade. O pau-marfim é uma madeira valorizada na indústria moveleira devido às suas características únicas e à sua beleza estética. Sua cor amarelo-claro a castanho-claro, juntamente com sua textura uniforme e veios sutis, confere um aspecto elegante e sofisticado aos móveis fabricados com essa madeira. Devido à sua dureza média a alta, o pau-marfim é uma escolha popular para móveis que requerem resistência e durabilidade. Essa madeira é capaz de suportar o desgaste diário, garantindo a longevidade das peças de mobiliário. Além disso, o pau-marfim é relativamente fácil de trabalhar, permitindo que os artesãos criem formas e detalhes precisos nos móveis. Pau-marfim (Balfourodendron riedelianum): Características visuais: O pau-marfim possui uma cor amarelo-claro a castanho-claro, com veios sutis e uma textura uniforme. Características olfativas: Possui um odor suave e agradável quando trabalhado. Dureza: É considerada uma madeira de dureza média a alta. Facilidade de trabalho: O pau-marfim é relativamente fácil de trabalhar, com boa resposta a técnicas de corte, lixamento e acabamento. Tanto a Perobinha do Campo quanto o Gonçalo Alves são valorizados pela sua beleza natural, durabilidade e resistência. Essas madeiras nobres brasileiras contribuem para a criação de móveis de alta qualidade, com características estéticas distintas, além de fornecerem uma opção sustentável ao serem obtidas de fontes responsáveis e certificadas. Perobinha do Campo (Aspidosperma spp.): A Perobinha do Campo é uma madeira nativa do Brasil, conhecida por sua coloração avermelhada a castanha, com veios sutis e textura média. Possui uma resistência moderada e é considerada uma madeira durável, capaz de suportar o desgaste diário. É uma madeira relativamente fácil de trabalhar, permitindo a criação de detalhes precisos e formas distintas nos móveis. A Perobinha do Campo é valorizada por sua aparência atraente e versatilidade, sendo utilizada na fabricação de móveis, como mesas, cadeiras, armários e pisos. Gonçalo Alves (Astronium spp.): O Gonçalo Alves, também conhecido como Muiracatiara, é uma madeira nobre de cor avermelhada a castanha escura, com veios contrastantes e textura média a grossa. É uma madeira extremamente dura e resistente, tornando-a ideal para móveis que requerem alta durabilidade. Apesar de sua dureza, o Gonçalo Alves pode ser trabalhado com ferramentas adequadas, embora possa apresentar desafios devido à sua densidade. O Gonçalo Alves é amplamente utilizado na indústria moveleira para a fabricação de móveis de alta qualidade, bem como em aplicações decorativas, como painéis e revestimentos. A utilização do pau-ferro (Caesalpinia ferrea) na indústria moveleira remonta às décadas de 20 e 30. O pau-ferro é apreciado por sua cor marrom avermelhada, dureza e resistência ao desgaste. Embora não tenha sido objeto de proibições ou extinção, a demanda por pau-ferro diminuiu nas últimas décadas devido à exploração excessiva e à preferência por outras espécies. Ainda assim, é considerado uma madeira nobre e valiosa no mercado moveleiro. Pau-ferro (Caesalpinia ferrea): Características visuais: Cor marrom avermelhada, com textura uniforme e veios visíveis. Características olfativas: Poucas características olfativas distintas. Dureza: Madeira dura e resistente. Facilidade de trabalho: Pode ser trabalhado com facilidade, embora sua dureza possa dificultar o corte e o acabamento. O ipê (Tabebuia spp.) é outra madeira nobre brasileira amplamente utilizada na indústria moveleira nas décadas de 50 a 80. O ipê é valorizado por sua dureza excepcional, resistência à umidade e beleza natural, exibindo tons variados de marrom, amarelo e verde. No entanto, a exploração descontrolada e a degradação do habitat natural levaram a restrições comerciais para proteger sua existência. Ipê (Tabebuia spp.): Características visuais: Tons variados de marrom, amarelo e verde, com grãos distintos. Características olfativas: Poucas características olfativas distintas. Dureza: Madeira extremamente dura. Facilidade de trabalho: Difícil de trabalhar devido à sua dureza, requerendo ferramentas afiadas e resistentes. O jatobá (Hymenaea spp.) é uma madeira nobre de tonalidade marrom avermelhada a castanha escura, com veios bem definidos e uma aparência rústica. Reconhecido por sua dureza excepcional e resistência ao desgaste, o jatobá é uma escolha popular para móveis robustos e duráveis. Durante as décadas de 1960 e 1970, o jatobá era amplamente utilizado na fabricação de móveis de qualidade. No entanto, devido à exploração excessiva, a espécie enfrentou restrições e regulamentações para sua preservação. Atualmente, o jatobá é uma madeira valiosa e procurada, com um apelo estético que combina beleza e resistência. Jatobá (Hymenaea spp.): Características visuais: Cor marrom avermelhada a castanha escura, com veios bem definidos. Características olfativas: Aroma suave e agradável. Dureza: Madeira muito dura e resistente. Facilidade de trabalho: Pode ser trabalhado, embora sua dureza possa dificultar o corte e o acabamento. O Pinho de Riga é valorizado na indústria moveleira por sua beleza natural, durabilidade e facilidade de trabalho. Sua aparência distintiva e seu caráter rústico conferem um charme especial aos móveis. O Pinho de Riga possui uma cor que varia de amarelo-avermelhado a marrom-avermelhado, com veios e nós distintos. Sua aparência é considerada elegante e rústica ao mesmo tempo, conferindo aos móveis um visual acolhedor e atraente. Pinho de Riga (Pinus sylvestris) Durabilidade e resistência: O Pinho de Riga é uma madeira de média a alta densidade, o que lhe confere boa resistência e durabilidade. Embora não seja tão duro quanto algumas outras madeiras nobres, possui boa capacidade de suportar o uso diário e a exposição a impactos moderados. Facilidade de trabalho: O Pinho de Riga é considerado uma madeira relativamente fácil de trabalhar. Possui uma textura uniforme e não apresenta dificuldades significativas durante o processo de corte, modelagem e acabamento. Essa facilidade de trabalho torna-a uma escolha popular para artesãos e fabricantes de móveis. A cabreúva (Myroxylon peruiferum) é uma madeira nobre brasileira conhecida por sua cor castanho-avermelhada, muitas vezes apresentando veios escuros e um brilho natural. A cabreúva possui uma textura uniforme e é apreciada por sua durabilidade e resistência ao desgaste. Durante as décadas de 1960 e 1970, a cabreúva era amplamente utilizada na fabricação de móveis de alta qualidade. No entanto, assim como outras madeiras nobres, a exploração desenfreada levou à sua diminuição e posterior regulação. Devido à sua raridade, a cabreúva é considerada uma madeira nobre valiosa no mercado moveleiro. Cabreúva (Myroxylon peruiferum): Características visuais: Cor castanho-avermelhada, com textura uniforme e brilho natural. Características olfativas: Aroma suave e agradável quando trabalhado. Dureza: Madeira dura. Facilidade de trabalho: Fácil de trabalhar, com boa resposta a técnicas de acabamento. A sucupira é uma madeira nobre apreciada na indústria moveleira devido à sua resistência, durabilidade e beleza. Sua aparência elegante e sua capacidade de suportar o desgaste diário a tornam uma escolha popular para móveis de alta qualidade. É utilizada na fabricação de móveis de alta qualidade, como pisos, mesas, cadeiras, armários, entre outros. Sua resistência e beleza estética contribuem para a criação de peças duráveis e visualmente atraentes. Sucupira (Bowdichia spp.) Características visuais: A Sucupira possui uma cor que varia de marrom a marrom-escuro, com veios e padrões distintivos que conferem uma aparência única e elegante aos móveis. Dureza e resistência: A Sucupira é uma madeira extremamente dura e resistente, sendo classificada como uma das madeiras mais duráveis do Brasil. Essa característica a torna ideal para móveis que requerem resistência e durabilidade. Estabilidade dimensional: A Sucupira é conhecida por sua estabilidade dimensional, ou seja, tem uma tendência mínima de encolher, expandir ou deformar em resposta a mudanças climáticas e umidade, o que a torna uma escolha confiável para móveis. Facilidade de trabalho: Embora seja uma madeira dura, a Sucupira pode ser trabalhada com ferramentas adequadas. No entanto, podem ser necessários equipamentos mais robustos devido à sua densidade. A imbuia (Ocotea porosa) é uma madeira brasileira conhecida por sua beleza e qualidade, que a tornaram uma madeira nobre ao longo do tempo. É uma madeira versátil, amplamente utilizada na fabricação de móveis de alta qualidade, como mesas, cadeiras, armários, aparadores e estantes. A imbuia tem sido uma madeira nobre ao longo do tempo, especialmente nas décadas de 40 e 50, sendo amplamente utilizada na fabricação de móveis de estilo clássico e retro. Importante destacar que a imbuia é uma madeira protegida e regulamentada no Brasil, devido à sua extração excessiva e ao risco de escassez. Portanto, é essencial buscar fornecedores responsáveis e certificados que garantam a origem legal e sustentável da madeira. A imbuia continua a ser valorizada na indústria moveleira, tanto por sua beleza estética quanto por sua qualidade duradoura. Ela é apreciada por sua aparência distintiva e é uma escolha popular para aqueles que buscam móveis de alta qualidade e requinte. Aparência estética: A imbuia possui uma aparência elegante e sofisticada, com uma combinação de cores, veios e padrões que a tornam altamente valorizada no mobiliário. Características visuais: A imbuia possui uma cor marrom escura a avermelhada, com veios e padrões distintivos, que variam de sutis a mais evidentes, conferindo-lhe uma aparência única. Durabilidade e resistência: É uma madeira durável e resistente, capaz de suportar o uso diário e o desgaste ao longo do tempo. Estabilidade dimensional: A imbuia é conhecida por sua estabilidade dimensional, o que significa que tem uma tendência mínima de encolher, expandir ou deformar em resposta a mudanças climáticas e umidade. Facilidade de trabalho: É uma madeira relativamente fácil de trabalhar, permitindo que os artesãos criem detalhes precisos e formas elegantes nos móveis. Outra madeira nobre brasileira é o mogno (Swietenia macrophylla), que ganhou popularidade na indústria moveleira durante as décadas de 60 e 70. Reconhecido por sua cor avermelhada e grãos atraentes, o mogno é altamente valorizado por sua durabilidade e facilidade de trabalhar. No entanto, a exploração descontrolada levou o mogno à beira da extinção e, consequentemente, a proibições comerciais. Atualmente, o comércio de mogno é altamente regulamentado e existem esforços de conservação em vigor para proteger as florestas remanescentes. Mogno (Swietenia macrophylla): Características visuais: Cor avermelhada, com grãos atraentes e textura fina. Características olfativas: Leve fragrância quando trabalhado. Dureza: Madeira macia a moderadamente dura. Facilidade de trabalho: Fácil de trabalhar devido à sua textura fina e maciez. O freijó (Cordia spp.) é uma madeira brasileira muito apreciada na indústria moveleira, especialmente no contexto do mobiliário moderno. Essa madeira nobre possui características únicas que a tornam uma escolha popular para a criação de móveis contemporâneos e elegantes. Aqui estão algumas informações sobre o freijó e sua utilização no mobiliário moderno brasileiro: Características visuais: O freijó possui uma coloração que varia de marrom-claro a médio, com veios sutis e grãos finos. Sua textura é geralmente uniforme, o que contribui para uma aparência sofisticada e contemporânea nos móveis. Durabilidade e resistência: O freijó é uma madeira dura e resistente, capaz de suportar o uso diário e o desgaste ao longo do tempo. Sua durabilidade torna-a uma opção viável para a fabricação de móveis que devem resistir ao uso constante. Versatilidade de design: O freijó é valorizado pela sua versatilidade no design de móveis modernos. Sua aparência neutra e elegante permite que se adapte a diferentes estilos e tendências, desde móveis minimalistas e contemporâneos até peças mais arrojadas e criativas. Textura e padrões atraentes: A madeira de freijó possui uma textura fina e uniforme, o que a torna perfeita para a criação de superfícies lisas e detalhes precisos. Além disso, seus veios sutis e grãos finos acrescentam um elemento visual interessante, conferindo um toque de elegância aos móveis. Sustentabilidade: O freijó é uma opção sustentável para a indústria moveleira, pois pode ser obtido de fontes responsáveis e certificadas, garantindo a preservação das florestas tropicais brasileiras. Nos anos 50 e início de 60, a prática de ebanização era comum na indústria moveleira, especialmente para dar um acabamento sofisticado e elegante às peças de mobiliário. A ebanização é o processo de aplicação de uma camada de tinta ou verniz preto sobre a madeira, imitando a aparência do ébano, uma madeira escura e valiosa. Nessa época, várias madeiras eram utilizadas para receber o acabamento de ebanização. Algumas das madeiras mais populares ebanizadas incluíam: Mogno (Swietenia spp.): O mogno é uma madeira nobre conhecida por sua coloração avermelhada e grãos atraentes. A ebanização do mogno realçava os detalhes do grão e proporcionava um acabamento elegante e moderno. Nogueira (Juglans spp.): A nogueira é uma madeira valorizada por sua tonalidade marrom e padrões de grãos ricos. A ebanização da nogueira criava uma aparência dramática e sofisticada, ressaltando seus padrões naturais. Imbuia (Ocotea porosa): A imbuia é uma madeira brasileira conhecida por sua cor marrom escura e veios distintos. Quando ebanizada, a imbuia oferecia um visual imponente e elegante, com um contraste atraente entre os veios e a tinta preta. Jacarandá (Dalbergia spp.): O jacarandá é uma madeira valiosa com tons de marrom a preto e grãos distintos. A ebanização do jacarandá realçava sua aparência luxuosa, oferecendo uma superfície lisa e uniforme. Essas madeiras eram selecionadas por sua aparência naturalmente atraente e pelo potencial de realce através do acabamento de ebanização. A aplicação da camada de tinta preta ou verniz conferia às peças de mobiliário um aspecto sofisticado, com um acabamento suave e brilhante. Atualmente, a prática de ebanização pode ser menos comum, uma vez que se valoriza cada vez mais a beleza e a autenticidade das madeiras naturais. No entanto, as peças de mobiliário ebanizadas das décadas de 50 e 60 ainda são apreciadas como relíquias do design de interiores dessa época, refletindo o estilo e a estética daquela era. Vale ressaltar que as restrições e regulamentações relacionadas às madeiras nobres mencionadas visam preservar as espécies, proteger o ecossistema florestal e promover a sustentabilidade. A conscientização ambiental tem desempenhado um papel fundamental na indústria moveleira atual, impulsionando a adoção de práticas sustentáveis e o uso de materiais certificados, como madeiras provenientes de reflorestamento.
- influências combinadas deram origem ao mobiliário moderno no Brasil
Os designers brasileiros de mobiliário moderno das décadas de 50, 60 e 70 foram influenciados por diversas correntes e tendências, tanto internacionais quanto nacionais. Entre as principais influências, podemos destacar: 1. Movimento modernista: O movimento modernista brasileiro, que teve início na década de 1920, teve grande influência na produção de mobiliário moderno. Os designers brasileiros buscaram criar peças com linhas retas e formas geométricas, evitando ornamentos e elementos decorativos excessivos. 2. Arquitetura moderna: A arquitetura moderna, que teve grande desenvolvimento no Brasil a partir da década de 1940, também teve influência na produção de mobiliário moderno. Os designers buscavam criar peças que se integrassem harmoniosamente aos espaços arquitetônicos modernos, com linhas limpas e materiais simples, adequados inclusive ao tamanho menor dos ambientes e verticalização das moradias. 3. Design escandinavo: O design escandinavo também influenciou a produção de mobiliário moderno no Brasil. Os designers brasileiros se inspiraram nas peças criadas pelos designers dinamarqueses, suecos e finlandeses, que se destacavam pela simplicidade das linhas e pela funcionalidade. 4. Arte cinética: A arte cinética, que surgiu na década de 1950, também influenciou a produção de mobiliário moderno no Brasil. Os designers buscavam criar peças com formas dinâmicas e que se transformassem visualmente de acordo com o ponto de vista do observador. 5. Cultura brasileira: A cultura brasileira também teve grande influência na produção de mobiliário moderno no país. Os designers buscavam criar peças que refletissem a identidade brasileira, utilizando materiais e formas que remetiam à cultura e à natureza do país. Essas influências se combinaram de maneira única na produção de mobiliário moderno no Brasil, que atrelado à um período de inovação industrial, ao avanço das cidades, à verticalização das moradias e à economia aquecida, resultaram no período mais criativo do País, repleto em peças icônicas e reconhecidas mundialmente.
- peças vintage na decoração - personalidade e sofisticação
Inserir peças vintage originais, de design assinado, em uma decoração contemporânea pode ser uma ótima maneira de trazer personalidade e sofisticação aos ambientes. No entanto, é importante pensar em como incorporar essas peças de forma harmoniosa com a estética atual e sem parecer que o ambiente foi montado com um padrão de "imóvel decorado para o stand de vendas". Aqui estão algumas dicas para ajudar a alcançar um equilíbrio elegante e pessoal: 1. Escolha peças icônicas e de qualidade: Antes de comprar peças vintage originais, faça uma pesquisa sobre designers e peças clássicas que se encaixam com a estética e a função desejadas para o ambiente. Opte por itens que tenham um histórico de design, durabilidade e valor estético. 2. Combine estilos: Não tenha medo de misturar diferentes estilos de decoração. Peças vintage podem adicionar uma sensação de elegância e sofisticação a ambientes contemporâneos, mas é preciso ter cuidado para que o resultado não fique com uma aparência excessivamente retrô. Mesclar estilos diferentes pode ajudar a equilibrar a composição. 3. Faça um destaque: Ao inserir peças vintage em um ambiente contemporâneo, é importante escolher uma ou duas peças que serão o destaque principal. Isso ajuda a evitar uma sobrecarga visual. Uma poltrona vintage icônica ou uma luminária suspensa assinada podem ser excelentes opções de destaque. Ajuste a iluminação do ambiente para também poder destacar as peças (luminárias ou spots) 4. Combine texturas: Combinar texturas diferentes é uma maneira eficaz de criar um visual sofisticado e pessoal. Use almofadas em tecidos de qualidade, como veludo ou couro, para criar contraste e adicionar uma sensação de aconchego. 5. Crie um diálogo visual: Quando você coloca peças vintage em um ambiente contemporâneo, é importante pensar na maneira como essas peças conversam com os outros elementos da decoração. Certifique-se de que as peças escolhidas complementem as linhas, cores e texturas já existentes no ambiente. 6. Busque o equilíbrio: Para obter um visual pessoal e sofisticado, o equilíbrio é fundamental. Não sobrecarregue o ambiente com peças antigas, mas também não deixe que sejam ofuscadas por elementos mais modernos. Encontre um equilíbrio para que as peças vintage possam ser apreciadas e destacadas. Com essas dicas em mente, é possível criar uma decoração que combine elementos vintage com um ambiente contemporâneo e pessoal. Lembre-se sempre de escolher peças originais de qualidade, investir em algumas peças chave para serem destaques e buscar equilíbrio e harmonia no diálogo entre as peças.
- Linha do Tempo - Joaquim Tenreiro
A seguir uma maneira lúdica de resumir, no formato de linha do tempo, a trajetória dos principais designers do mobiliário moderno Brasileiro. Começamos com o mestre Joaquim Tenreiro. Algumas peças importantes de Joaquim Tenreiro que fazem parte ou que passaram pelo nosso acervo:
- Modernariato Lora Ronco designers do mobiliário moderno brasileiro - introdução
Imagine-se em meados dos anos 40, no pós-guerra, uma época em que tudo era necessário para a reconstrução da sociedade e de seus mais básicos alicerces, devastados pela Segunda Guerra mundial durante 6 anos (1939-1945). As necessidades eram inúmeras para garantir o "simples" direito a vida: onde morar, o que comer, o que vestir, cuidados básicos de saúde, com o que trabalhar, etc. Nesse cenário de reconstrução, principalmente da Europa, o Brasil era uma óbvia alternativa, após as imigrações devido à Primeira Guerra, para que as pessoas buscassem a paz e recomeçassem suas vidas. Eis então que alguns de nossos personagens, há pouco tempo reconhecidos e batizados como designers, vem para o Brasil e, somados aos Brasileiros "aqui nascidos", começam a desenhar, fabricar e vender móveis que irão ambientar as casas das famílias brasileiras por décadas. Nesta época, período extremamente rico em criatividade e inovação no Brasil e no mundo, os móveis obviamente eram pensados para serem funcionais, mas com estilo, beleza e leveza no seus desenhos, inicialmente com forte inspiração nos designs escandinavo, italiano e francês, e posteriormente com características mais brasileiras, tropicalizada, geralmente feitos em madeiras nobres e robustas (jacarandá, caviúna, jatobá, pau ferro, imbuia, etc), trabalhadas, torneadas e muito resistentes, com acabamentos impecáveis, pois se orgulhavam demais de suas criações modernas que rompiam com os estilos colonial e provençal. Traziam traços retos e limpos, andando de "mãos dadas" com a primeira geração de arquitetos que enfrentaram vários desafios para implantar uma nova concepção estética arquitetônica. "O admirável mundo novo!" Hoje, 50/60 anos depois, o mobiliário moderno autêntico é cada vez mais raro, são verdadeiras obras de arte disputadas por colecionadores e clientes finais e que podem ser utilizadas para compor com a decoração contemporânea e, ainda robustos, continuam funcionais! Vale ressaltar no contexto histórico o turbilhão de inovações e disrupções com o passado que acontecia nos anos 50 e 60 com a industrialização, reorganização da economia pós-guerra, boom dos eletrodomésticos, novos materiais, meios de comunicação, propaganda, entretenimento, verticalização das cidades, arquitetura tendo que trabalhar espaços internos menores... Imaginem os móveis pesados coloniais de madeira maciça escalando os edifícios.... Uma curiosidade. Escolhemos a palavra "modernariato" para compor o nome de nossa galeria porque seu significado, a partir de um relativo neologismo italiano, resume o contexto histórico e define as principais atividades que fazemos em torno do mobiliário moderno "true vintage". conforme abaixo: 1- ITA: "Ricerca, raccolta e commercio di oggetti artistici (ma anche di uso comune come mobili, suppellettili, ecc.) relativamente recenti, specialmente del periodo tra la fine della seconda guerra mondiale e gli anni ’50 e ‘60". 1- POR: "Pesquisa, coleção e comércio de objetos artísticos relativamente recentes (mas também de uso comum, como móveis, mobiliário, etc.), especialmente do período entre o final da Segunda Guerra Mundial e as décadas de 1950 e 1960." 2- ITA: "[der. di moderno, formato recentemente nel linguaggio commerciale e pubblicitario sul modello di antiquariato]. – Attività consistente nel ricercare e raccogliere, a scopo di commercio o di collezionismo, mobili, elettrodomestici, suppellettili, accessorî personali, ecc., prodotti industrialmente per lo più nel periodo compreso tra il secondo dopoguerra e gli anni ’60, e generalmente ritenuti significativi in quanto testimonianze dell’evoluzione del design; in senso concr., l’insieme degli oggetti raccolti e catalogati nell’ambito di tale attività: mostra del m.; raccolta di m.; un collezionista, un mercante, un esperto di modernariato." 2- POR: "[der. de moderno, recentemente formado em linguagem comercial e publicitária no modelo de antiguidades]. – Atividade que consiste em pesquisar e colecionar, para fins comerciais ou de coleção, móveis, eletrodomésticos, acessórios pessoais, etc., produzidos industrialmente principalmente no período entre o segundo pós-guerra e a década de 1960, e geralmente considerados significativos como evidência da evolução do design; em sentido concreto, o conjunto de objetos recolhidos e catalogados no âmbito desta atividade: exposição; coleção; um colecionador, um comerciante, um especialista em arte moderna." Em uma série de artigos, a partir deste primeiro que resume o contexto do mobiliário moderno brasileiro na história, iremos publicar para cada designer uma visão da linha do tempo de suas vidas, carreiras, principais empresas, obras e publicações dedicadas, com o objetivo de divulgar conhecimentos gerais e suficientes para começar a aprender sobre esses verdadeiros mestres da madeira, suas características estéticas e as "bandeiras" que cada um defendia. Iremos resumir com modelos esquemáticos as trajetórias de Joaquim Tenreiro, Lina Bo Bardi, José Zanini Caldas, Giuseppe Scapinelli, Carlo Hauner, Martin Eisler, Abraham Palatnik, Geraldo de Barros, Sérgio Rodrigues, Jean Gillon, Jorge Zalszupin, Percival Lafer e Michel Arnoult. #mobiliariomoderno #midcenturymodern #arte #arquitetura #design #vintage #movelmodernobrasileiro #vintagefurniture #modernariato #curadoriadearte #galeriadearte #designdeinteriores #modernart #casa #furniture #decoracao #cultura #lifestyle #moveisantigos
- Sebastião salgado - exposição SP
No SESC Pompéia em São Paulo, a exposição fotográfica Amazônia do genial Sebastião Salgado acontece até 31/julho/2022. Link: Amazônia - Sebastião Salgado - Sesc São Paulo : Sesc São Paulo (sescsp.org.br)
- Livro Volpi Popular - masp 2022
Este livro abrange cinco décadas da carreira do pintor Alfredo Volpi (Lucca, Itália, 1896 – São Paulo, 1988), um artista central na história da arte brasileira e latino- americana no século 20. Conhecido por suas pinturas de bandeirinhas e fachadas geometrizadas, Volpi desenvolveu um interesse contínuo por temas, imagens e narrativas da cultura popular brasileira, algo que ele incorpora em suas obras ao longo de toda sua trajetória. Essa é a aproximação deste livro, que acompanha a mostra de mesmo título no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, como seu título indica: Volpi popular. Ainda criança, Volpi migrou da Itália para São Paulo com sua família. De origem humilde, trabalhou no ramo da construção civil, especializando-se na pintura decorativa de paredes. Autodidata, começou a pintar em 1911, produzindo paisagens urbanas, rurais e do litoral paulista, além de retratos. O interesse pelo popular ganhou força em sua obra a partir da década de 1940, quando passou a realizar retratos religiosos, representações de festejos populares e suas icônicas bandeirinhas e fachadas da arquitetura vernacular e colonial brasileira. A partir desse período, suas telas são cada vez mais geometrizadas, marcadas por um uso excepcional da cor, uma pincelada sutil e a singular textura de sua têmpera. Afinal, sua pintura caminhou cada vez mais para a sintetização formal, flertando com a abstração geométrica, sem nunca perder o interesse pela cultura popular e a figuração. Amplamente ilustrada, esta publicação inclui sete novos textos escritos por especialistas brasileiros e estadunidenses, além de duas entrevistas históricas com o artista. Trata-se de um livro essencial para quem deseja conhecer ou se aprofundar na obra de Alfredo Volpi, bem como naqueles que se interessam por cultura popular e modernismo na América Latina.
- MOSTRA | INDEPENDÊNCIAS: CASAS E COSTUMES NO BRASIL - MCB
No ano do bicentenário da Independência do Brasil, o Museu da Casa Brasileira, instituição administrada pela Fundação Padre Anchieta, abre para o público no dia 23 de setembro, sexta-feira, a partir das 10h, a exposição ‘Independências: Casas e Costumes no Brasil’. A nova mostra apresenta um retrato da cultura material brasileira junto a registros das diferentes arquiteturas ligadas às três matrizes culturais que constituem a base de nossa formação sociocultural: a do colonizador português, a dos africanos e a dos indígenas. Em cartaz até o fim de novembro, a mostra é uma oportunidade para se conhecer um pouco da história das origens do desenho da materialidade cultural brasileira, sua variedade de formas de habitar, de vestir e de construir objetos que espelham as múltiplas identidades sociais ligadas ao período das lutas por independência no país, desde o final do século XVIII até a abolição da escravatura, em 1888.








